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Correio da Manhã

Portugal
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Sindicato acusa ANTRAM de prejudicar negociações com Governo

Representante do SNMMP reconheceu que a falta de combustíveis "está a fazer o país entrar num estado de calamidade".
17 de Abril de 2019 às 12:12
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
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Longas filas nos postos de combustível
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Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
Longas filas nos postos de combustível
O sindicato que convocou a greve dos motoristas de matérias perigosas acusou esta quarta-feira a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) de estar a prejudicar as negociações com o Governo e apelou para que haja "bom senso".

"A ANTRAM é que está a bater o pé e diz que não negoceia enquanto estivermos em greve. Nós não desejamos este estado de calamidade. Por isso, sei que o Governo está a pressionar a ANTRAM para que se sente à mesa de negociações connosco", afirmou Pedro Henriques, do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP).

O advogado que representa o SNMP falava esta manhã aos jornalistas na Companhia Logística de Combustíveis (CLC), em Aveiras de Cima, concelho de Azambuja, onde se encontram concentrados cerca de duas dezenas de manifestantes, vigiados de perto por uma coluna de militares da GNR.

O representante do SNMMP reconheceu que a falta de combustíveis "está a fazer o país entrar num estado de calamidade", mas assegurou que o protesto irá continuar até que o caderno reivindicativo seja cumprido.

"O país está quase em calamidade e temos que chegar rapidamente a uma conclusão. Não podemos é, simplesmente, suspender tudo e dizer a estes trabalhadores, que estão aqui há 48 horas, que isto foi tudo uma brincadeira", argumentou.

Para Pedro Henriques a solução passa por haver "bom senso" por parte do Governo e da ANTRAM, confirmando que o sindicato vai cumprir com os serviços mínimos, garantindo, a partir das 12:00, o abastecimento de 40% dos postos de Lisboa e Porto.

Já esta manhã, em declarações à agência Lusa, Pedro Henriques tinha considerado "um erro" o facto de ter ficado de fora dos serviços mínimos o abastecimento dos transportes públicos, estimando que as empresas de transporte de passageiros de Lisboa e Porto acabem por esgotar os 40% de abastecimento previsto para a Grande Lisboa e o Grande Porto.

Os serviços mínimos decretados por causa da greve dos motoristas de matérias perigosas abrangem 40% das operações normais de abastecimento de combustíveis aos postos da Grande Lisboa e Grande Porto e o normal abastecimento de combustíveis aos hospitais, bases aéreas, bombeiros, portos e aeroportos.

De acordo com o despacho que declara a situação de alerta para o período compreendido entre o dia 16 de abril e o dia 21 de abril, os serviços mínimos abrangem igualmente 30% das operações no transporte de granel, brancos e gás embalado.

Está também abrangido o transporte de cargas necessárias nas refinarias e parques, na CLT e na CLC (Companhia Logística de Combustíveis), "nos casos em que a acumulação de 'stocks' de produtos refinados imponha o funcionamento das unidades em regimes abaixo dos respetivos mínimos técnicos", assim como o transporte "estritamente indispensável às restantes unidades e instalações dos sistemas industriais das áreas de Sines e de Matosinhos associados às refinarias da Petrogal".

Para garantir as operações abrangidas nestes serviços mínimos, o despacho declara a situação de alerta até às 23:59 do dia 21 de abril para a globalidade do território de Portugal continental.

A greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.
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