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Correio da Manhã

Portugal
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Sintra: Empresários preocupados com “vaga de assaltos violentos”

A Associação Empresarial de Sintra (AESintra) revelou-se nesta quinta-feira preocupada com a "vaga de assaltos violentos" no concelho, considerando que o crime e a falta de polícias nas ruas geram um clima de insegurança que prejudicam os comerciantes.

6 de Outubro de 2011 às 18:06
População e comerciantes insatisfeitos com "vaga de assaltos violentos"
População e comerciantes insatisfeitos com 'vaga de assaltos violentos' FOTO: José António Rodrigues

Depois de mais uma vez se ter registado um assalto a uma ourivesaria, com a utilização de arma de fogo, o presidente da associação empresarial, Manuel do Cabo, disse que a “vaga de assaltos violentos” tem prejudicado os comerciantes do concelho, devido ao clima de insegurança que tem despertado nos comerciantes e na população que tem evitado o comércio local.

"Todos os dias sucedem assaltos no concelho de Sintra, cada vez com maior violência. Isso tem-nos preocupado, porque os polícias são poucos e o sentimento de insegurança tem-nos prejudicado", salientou Manuel do Cabo.

Segundo o presidente, citando dados do Observatório de Segurança, em Sintra existe um polícia por 16 mil habitantes, número que considera escasso dada a realidade sócio-económica da população que reside neste município. 

"Em zonas como o Cacém, Queluz ou Belas quase não se vê polícias na rua. Há várias unidades mal equipadas em termos de viaturas, muitas estão encostadas sem andar, e a polícia acaba por não ter meios para fazer as rondas", acrescentou e reforçou que a presença de mais polícias nas ruas teria um efeito mais acentuado no combate ao crime ajudando “as pessoas a sentirem-se mais seguras”.

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