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Sintra entregue à GNR

O Governo já ordenou que, a partir de dia 1 de Junho, a GNR de Mem Martins delegue as suas competências à PSP e se instale na vila de Sintra, no âmbito da reestruturação das forças de segurança. A PSP questiona o calendário da mudança, uma vez que, enquanto não lhe forem atribuídas outras esquadras da zona, vai ficar numa área que ainda é patrulhada exclusivamente pela GNR.

15 de maio de 2007 às 00:00

As diferenças entre a vila de Sintra e Mem Martins são traduzíveis na criminalidade participada no ano passado. A PSP vai deixar a esquadra da vila de Sintra onde não foram comunicados mais de 1000 crimes, e assumir a freguesia de Mem Martins onde foram denunciados 2636 crimes em 2006.

Segundo apurou o CM junto de várias fontes policiais, os militares de Mem Martins já foram informados que, a partir do próximo dia 1, vão passar a prestar serviço na vila de Sintra – até agora da competência da PSP. Esta força considera a mudança prematura, por não incluir desde logo toda a área de Sintra e por não ter efectivos suficientes.

Também para o primeiro dia de Junho estão previstas alterações no concelho de Cascais. A GNR vai entregar à PSP a área de São Domingos de Rana que era da sua responsabilidade. Em Loures, as freguesias de Unhos, São João da Talha e Bobadela também passam para a PSP.

Estas alterações vão permitir libertar 170 militares da GNR que irão reforçar outros postos, incluindo o de Sintra – que passará a subdestacamento, segundo a denominação da nova lei orgânica da GNR, com um efectivo de 90 homens.

O actual Destacamento da GNR de Sintra já tinha perdido sete militares na sequência da transferência de Fátima, da PSP para a Guarda.

José Manageiro, dirigente da Associação Profissional da Guarda, considera que a reestruturação deve ser feita rapidamente sob pena de os militares se sentirem desmotivados por não saberem onde serão colocados. “Alguns querem inscrever os filhos na escola e não sabem onde o fazer”, referiu.

O CM apurou junto de alguns operacionais que a reestruturação está a impedir o início de alguns processos. “Não se inicia uma investigação, sem saber se a vamos terminar”, denunciou um operacional de uma das áreas que irá passar para a PSP. O secretário de Estado da Administração Interna, José Magalhães, admitiu ao CM que as mudanças vão ser feitas “o mais depressa possível”.

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