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Correio da Manhã

Portugal
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SISMO ABALA SUL DO PAÍS

Um sismo com magnitude 5.4 na escala de Richter foi sentido ontem de madrugada, às 6h31, em Lisboa, Alentejo e Algarve. Com uma magnitude acima da média, o sismo deitou abaixo apenas alguns objectos em prateleiras, de acordo com informações recolhidas durante o dia de ontem pelo Instituto de Meteorologia.
30 de Julho de 2003 às 00:00
Os sismógrafos nacionais registaram uma magnitude acima da média
Os sismógrafos nacionais registaram uma magnitude acima da média FOTO: Inácio Rosa/Lusa
"Pelas observações, nada leva a crer que venham a ocorrer mais sismos, tanto mais que cerca de nove minutos depois se registou uma réplica, da ordem dos 3 (da mesma escala)", disse ao CM a responsável pelo Departamento de Sismologia do Instituto de Meteorologia.
O abalo, que terá sido sentido entre os cinco e os dez segundos, teve o epicentro localizado a cerca de 155 quilómetros a sudoeste do Cabo de S. Vicente, uma zona sísmica. Foi por essa razão que as pessoas do Algarve afirmam ter sentido mais o abalo, "porque estavam mais próximas do epicentro", explicou aquela responsável.
O Continente regista anualmente uma média de 1700 sismos, dos quais apenas 10, também em média, são sentidos. Aliás, ainda domingo à noite, na zona de Miranda do Douro, se registou um sismo de 3.5 da escala de Richter.
De acordo com Luísa Senos, "até é bom que haja sismos desta ordem, pois isso significa que a energia vai sendo libertada a pouco e pouco".
A carta sísmica portuguesa mostra que a zona Sul está mais sujeita a abalos, do que a zona Norte, embora uma das falhas, a da Vilariça, se encontre na zona de Trás-os-Montes. "O que é mais grave pois é junto às zonas mais activas que se encontram as populações", explica Luisa Senos.
Teriam sido, portanto, outras as consequências - muito mais graves - se o sismo de ontem tivesse o seu epicentro em terra, e não no mar, como aconteceu.
LISBOA CORRE SÉRIOS RISCOS
Dada a elevada concentração de pessoas, Lisboa é uma das cidades que mais poderia sofrer com um sismo.
De acordo, com especialistas do Instituto Superior Técnico, Lisboa ficaria parcialmente destruída caso se registasse um sismo de grande magnitude. Uma das zonas mais afectadas seria a das Avenidas Novas, devido ao tipo de edifícios que não foram construídos em obediência a regras anti-sísmicas. Por seu turno, os bombeiros reclamam mais poderes para fiscalizar.
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