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Correio da Manhã

Portugal
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Sismo no Alentejo só provocou susto

Um sismo com magnitude de 2,6 graus na Escala aberta de Richter foi sentido ao final da manhã de ontem no distrito de Évora. De acordo com informação do Instituto de Meteorologia (IM), o abalo foi notado com maior intensidade na aldeia de São Manços, no concelho de Évora.
23 de Dezembro de 2008 às 00:30
Só em São Manços o sismo foi sentido com alguma intensidade. O abalo foi rápido, mas ainda chegou para assustar alguns dos populares
Só em São Manços o sismo foi sentido com alguma intensidade. O abalo foi rápido, mas ainda chegou para assustar alguns dos populares FOTO: Pedro Galego

"Foi instantâneo. Estava encostado a uma parede e senti-a tremer", disse ao CM José Teles, morador em São Manços, enquanto comentava no largo 25 de Abril com os vizinhos o sucedido antes da hora de almoço.

O mesmo habitante acrescentou que nem todas as pessoas terão sentido o abalo sísmico porque "aconteceu tudo muito depressa, mas ainda deu para assustar", embora já tenha sentido anteriormente abalos "bem maiores".

O sismo foi registado às 11h48 nas estações da Rede Sísmica do Continente, com uma magnitude 2,6 (Richter), cujo epicentro se localizou a cerca de 10 quilómetros a Norte-Noroeste de Portel.

Segundo o IM, não se registaram quaisquer danos, quer humanos quer materiais, tendo atingido uma intensidade máxima III na Escala de Mercalli modificada, o que significa que os objectos pendentes baloiçaram e a vibração terá sido semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados. Nesta intensidade, na generalidade das situações, é possível estimar a duração, mas não chega a ser reconhecido com um sismo, à partida.

Na pequena localidade alentejana, nem todos deram conta do sucedido. "Não dei por nada. Estava a cortar o cabelo e só me contaram depois", relatava aos amigos Joaquim Godinho, reformado, também residente na pequena localidade.

Contactado pelo CM, o Centro Distrital de Operações e Socorro de Évora disse apenas ter tido conhecimento do sismo através da Protecção Civil Nacional e pelas informações do IM, visto que os bombeiros não receberam qualquer chamada.

360 SISMOS EM CADA ANO

Em Portugal, a terra treme cerca de 360 vezes por ano, embora só cerca de seis abalos sejam sentidos. A sismicidade no País é caracterizada pela ocorrência, mais ou menos contínua, de sismos de magnitude fraca a média (inferiores a 5,0 na Escala de Richter), e, esporadicamente, de um sismo de magnitude moderada a forte (superior a 6,0). A ocorrência destes fenómenos concentra-se, sobretudo, na Região do Algarve, com epicentros ao largo da costa e na Região de Lisboa e Vale do Tejo, sobretudo junto à capital e à vila de Benavente. A actividade sísmica do território português resulta de fenómenos localizados na falha Açores-Gibraltar.

APONTAMENTOS

AÇORES

São quase diários os sismos registados nos Açores. O que mais danos provocou nos últimos anos foi o de 9 de Julho de 1998: oito mortos.

BENAVENTE

O último grande sismo registado no continente foi em 28 de Fevereiro de 1969, com uma magnitude superior a 7,5 .

TERRAMOTO DE 1755

O pior da história portuguesa: em 1 de Novembro, terá atingido a magnitude 9 e provocado entre 50 a 90 mil mortes.

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