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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Imagens de drone mostram Fernando Madureira a entrar no Tribunal São João Novo
22 de abril de 2025 às 10:11

"Ouvi Vítor 'Catão' a dizer que ia matar o Villas-Boas": Sócio do FC Porto lembra ameaças proferidas na AG

Operação Pretoriano:

- Na sessão desta terça-feira vão ser ouvidas testemunhas da Assembleia Geral do FC Porto. Esta é a nona sessão do julgamento da Operação Pretoriano que decorre no Tribunal de São João Novo, no Porto.

- Em causa está uma alegada tentativa de os 'Super Dragões' "criarem um clima de intimidação e medo" numa Assembleia Geral do FC Porto, para que fosse aprovada uma revisão estatutária "do interesse da direção" do clube, então liderada por Pinto da Costa.

- Estão acusados de 19 crimes de coação e ameaça agravada, sete de ofensa à integridade física no âmbito de espetáculo desportivo, um de instigação pública a um crime, outro de arremesso de objetos ou produtos líquidos e ainda três de atentado à liberdade de informação. Fernando Madureira é o único arguido em prisão preventiva.



Terça-feira, 22 de abril de 2025 às 19h08

Termina a sessão

Terça-feira, 22 de abril de 2025 às 18h23

Defesa de Vítor 'Catão' diz que sócio do FC Porto não viu ameaças do arguido à comunicação social

A defesa de Vítor ‘Catão’ quer que seja extraída uma certidão por falsas declarações contra a testemunha. A advogada Susana Mourão entende que era impossível a testemunha ter visto ‘Catão’ a dirigir-se à comunicação social, uma vez que tal terá ocorrido às 20h00 e Afonso Simões diz que chegou ao local às 21h00.

A juíza manda que a certidão seja extraída.

Terça-feira, 22 de abril de 2025 às 17h41

"Ouvi Vítor 'Catão' a dizer que ia matar o Villas-Boas": Sócio do FC Porto lembra ameaças proferidas na AG

Afonso Simões, sócio do FC Porto que esteve presente da AG, começa a ser ouvido.

“Falava-se na alteração de estatutos e fui com amigos para votarmos contra essa alteração”, começa por dizer a testemunha. “Quando cheguei vi logo o Vítor ‘Catão’, estava a ameaçar as pessoas. Primeiro dirigiu-se à comunicação social, as ameaças que fez contra eles não me lembro. Depois começou a chamar traidores a quem parecia estar do lado de Villas-Boas e ia votar contra”, recorda.

“Primeiro vi o Fernando Madureira a descer as escadas e a dizer que éramos uns ingratos e uns traidores, disse em tom agressivo. Depois vi uma agressão na bancada onde eu estava. Houve uma primeira agressão feita pelo ‘Aleixo’ filho a um senhor com cerca de 60 anos”, lembra a testemunha sobre aquilo que viu no pavilhão do Dragão Arena.

A testemunha lembra ainda que assistiu a algumas situações ainda no exterior.

“Antes de entrar para o auditório vi o Fernando Madureira a distribuir cartões e a deixar os Super Dragões entrarem. Muitos deles passaram à frente na fila para entrarem no auditório”, lembra. “Na fila vi também o rebentamento de petardos, não sei quem foi”, conta.

“Ainda antes de entrar no Dragão Arena, ouvi o Vítor ‘Catão’ a dizer que ia matar o Villas-Boas e as pessoas que o apoiavam, dizia isso para as pessoas que ali estavam”, recorda ainda Afonso.

A testemunha dá mais pormenores sobre a agressão de Vítor Bruno, conhecido como ‘Aleixo’ filho. “Vi-o dar uma pontapé a esse senhor ”, lembra a testemunha que dá conta que nessa altura decidiu mudar de bancada.

Afonso lembra ainda que viu Henrique Ramos ser agredido.

A procuradora faz questões sobre Fernando Madureira ainda antes deste entrar na assembleia. Questiona se ‘Macaco’ tinha algo na mão. “Ele chegou com um saco de plástico, vários membros dos Super Dragões colocaram-se à volta dele e tiraram coisas do saco. Presumo que eram cartões, mas não vi serem retirados do saco”, recorda.

A procuradora pediu que as declarações da testemunha, prestadas em fase de inquérito, fossem lidas por entender que existem discrepâncias.

Durante o inquérito, a testemunha disse que tinha visto Sandra Madureira a impedir filmagens, agora diz que não se recorda.

Terça-feira, 22 de abril de 2025 às 17h38

Funcionária do FC Porto afirma que houve sócios que tentaram entrar com cartões de terceiros na AG

Ana Couto, que também estava a trabalhar na assembleia, começa a ser ouvida. A testemunha estava a fazer a acreditação junto à porta onde entravam funcionários e dirigentes.

A jovem relata também casos de sócios que tentaram entrar com cartões de terceiros na AG.

Terça-feira, 22 de abril de 2025 às 16h53

"Tinham roubado pulseiras": funcionária do FC Porto relata o que aconteceu durante entrada de sócios na AG

Começa o depoimento de Catarina Gonçalves, que também trabalha para o FC Porto.

"Tivemos adeptos que tentaram entrar com cartões de outros sócios e, para termos a certeza, pedíamos cartão de cidadão. Quando não tinham, fazíamos algumas perguntas para tentar comprovar a identidade", explica.

A testemunha lembra que no local viu Fernando e Sandra Madureira e também Vítor Manuel 'Aleixo' e o filho.

"Uma hospedeira disse-me que tinham roubado pulseiras, não especificou quem tinha sido. Eu nesse momento liguei à minha responsável a contar isso mesmo e ela disse-me que ia reportar à segurança", conta Catarina Gonçalves.

Terça-feira, 22 de abril de 2025 às 16h25

"Não correu muito bem": funcionária do estádio do Dragão afirma que Sandra Madureira discordava das regras de entrada de sócios na AG

Começa a ser ouvida Liliana Costa, que trabalha no estádio do Dragão. A testemunha explica que estava a fazer o check-in de quem ia à assembleia.

"Não correu muito bem. No início, vários sócios tentaram entrar com cartões que não eram deles, outros tinham cartões de sócios de filhos menores. Essas pessoas não podiam entrar, informamos disso mesmo. Fui notando que algumas pessoas em vez de saírem dali, quando dizia que não podiam entrar, ficavam ai mais para o lado", lembra a testemunha.

"Vi a senhora Sandra, o senhor Fernando Madureira e o senhor Vítor 'Aleixo'", recorda.

"Percebi que a D. Sandra estava um pouco contra as regras, por pedirem o cartão de cidadão e de sócio", afirma Liliana, que diz que Sandra Madureira fez a credenciação ao seu lado.

"Lembro-me que vi depois alguém com pulseiras nas mãos, mas não sei quem era", diz a jovem.

Terça-feira, 22 de abril de 2025 às 15h36

"Era o gesticular, a maneira como estavam presentes, insultavam as pessoas": Sócio do FC Porto explica como identificou os Super Dragões na AG

José Miguel, sócio do FC Porto presente na AG, recorda que na altura não apresentou queixa. "Alguém deu o meu nome e o meu contacto à PSP e eu fui lá", recorda a testemunha. O advogado de Fernando Madureira quer que sejam lidas as declarações prestadas pela testemunha na fase de inquérito por considerar que em alguns pontos existem contradições.

Dois advogados opõem-se à leitura das declarações por serem na íntegra e por isso as declarações não vão ser lidas.

“Como sabia que algumas das pessoas que mandaram calar Henrique Ramos eram Super Dragões?”, pergunta o advogado de Sandra Madureira.

“Era como se apresentavam, pelas calças, calças de ganga a cair, com colares por fora, sweatshirts, de baixo estrato social”, diz a testemunha.

“O senhor conseguia ver isso pela forma como as pessoas se vestem?”, questiona o advogado de Sandra Madureira.

“Não, pela forma como falam. Era o gesticular, a maneira como estavam presentes, insultavam as pessoas”, conclui José Miguel.

Terça-feira, 22 de abril de 2025 às 14h58

"Vocês que apoiam o Villas-Boas estão a dividir o clube, são uns filhos da p***": sócio recorda palavras de Macaco na AG

Começa a ser ouvido José Miguel, que é sócio do FC Porto e esteve na assembleia.

“Vi pessoas isoladas e em grupo fora da fila”, começou por explicar José Miguel. “Entrei, fui à casa de banho e quando estava a ir para a bancada sul, os meus amigos já estavam a sair e disseram que tinham sido insultados, que era melhor irmos para a bancada norte. Disseram que foram chamados de filhos da p***”, conta.

A testemunha diz que nessa altura alguns sócios demonstraram estar contra o início da assembleia, porque ainda existiam pessoas no exterior. "Outras pessoas começaram a dizer para que se calassem, nessa altura não reconheci ninguém. Mas mais à frente vi o senhor Fernando Madureira a dizer também isso, a mandar calar as pessoas, a gesticular e com insultos. Foi diretamente a mim numa certa altura", lembra a testemunha.

José Miguel lembra que 'Macaco' se dirigiu a ele e aos amigos após o discurso de Pinto da Costa. "Nós não batemos palmas e o Madureira dirigiu-se a nós e disse: vocês que apoiam o Villas-Boas estão a dividir o clube, são uns filhos da p***", recorda.

"Entretanto começou uma cena de pancadaria em poucos segundos, que envolveu uma família, e eu e os amigos decidimos descer para o chão do pavilhão", diz ainda José Miguel.

"Apercebi-me dessa confusão, mas não consigo dizer quem agrediu quem. Também vi a confusão com o senhor Henrique [Ramos]. Percebi que ele também foi agredido", relata a testemunha.

"Também vi o senhor Vítor 'Catão' a insultar e a mandar calar o senhor Henrique Ramos. Foi ele, o senhor Fernando Madureira e muitas outras pessoas, não foram os únicos", afirma.

A testemunha recorda ainda que não era permitido filmar. "Quem dizia isso eram pessoas que acho que pertenciam aos Super Dragões. A senhora Sandra Madureira dizia isso. Na bancada estava uma pessoa com o telemóvel na mão e ela disse: guarde já o telemóvel, não são permitidas filmagens", afirma a testemunha, que diz que o sócio em questão guardou o telemóvel.

"Quem estava do lado do Pinto da Costa podia dizer o que quisesse, mas quem estava do lado de Villas-Boas não podia dizer quase nada, era logo alvo de insultos. Claro que se sentia algum medo e intimidação", afirma José Miguel.

"Quem criava este clima de medo?", pergunta a procuradora. "Era o senhor Fernando Madureira. Ele andava sempre de um lado com um grupo de elementos e eram depois esses elementos que causavam a desordem. Existiam insultos para as pessoas, intimidavam", refere o sócio.

Terça-feira, 22 de abril de 2025 às 14h44

"Começou a aparecer muita gente à nossa volta": Bruna estava a prestar serviço para o FC Porto no dia da AG

Bruna Filipa, que estava a prestar serviços para o FC Porto no dia da Assembleia Geral, começa a ser ouvida na nona sessão do julgamento da Operação Pretoriano, na tarde desta terça-feira. A testemunha estava responsável por ver os cartões de sócio e fazer o 'check-in'.

“Começou a aparecer muita gente à nossa volta. Existiam sócios que mostravam o cartão de sócio. Estava tudo correto. Outros apareciam com cartões de sócio que eram de terceiros”, começa por explicar Bruna Filipa.

“Quando não tinham cartão de cidadão, pedíamos data de nascimento, nome completo e a morada ou então o número de telemóvel. Em alguns casos, os dados que deram não batiam certo e nós mandávamos essas pessoas para trás”, recorda.

“Relativamente às pulseiras, meteram-me uma caixa ao lado e pediram para guardar porque já tinham desaparecido pulseiras”, explica ainda a jovem.

Terça-feira, 22 de abril de 2025 às 14h20

Arranca a nona sessão do julgamento da Operação Pretoriano

Começa a nona sessão do julgamento da Operação Pretoriano, que decorre no Tribunal de São João Novo, no Porto. Serão ouvidas testemunhas a Assembleia Geral do FC Porto.

Terça-feira, 22 de abril de 2025 às 11h28

Tribunal suspende audições da manhã da Operação Pretoriano por problemas informáticos

A nona sessão do julgamento da Operação Pretoriano foi adiada na parte da manhã. A sessão foi reagendada para a 13h30.

Terça-feira, 22 de abril de 2025 às 10h10

Sistema informático em baixo no tribunal atrasa início do julgamento da Operação Pretoriano 

O início da nona sessão do julgamento da Operação Pretoriano está atrasado porque o sistema informático do tribunal está em baixo.

Terça-feira, 22 de abril de 2025 às 13h37

Imagens de drone mostram Fernando Madureira a entrar no Tribunal São João Novo

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Terça-feira, 22 de abril de 2025 às 10h08

Sandra Madureira chega a tribunal

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