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Correio da Manhã

Portugal
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“Só pensámos que eles nos iam matar”

Gang invadiu bombas com tiros de caçadeira. Vidros à prova de bala salvaram funcionários
8 de Fevereiro de 2011 às 00:30
Marcas dos tiros são bem visíveis na porta e nas janelas da cabina onde estavam os dois funcionários
Marcas dos tiros são bem visíveis na porta e nas janelas da cabina onde estavam os dois funcionários FOTO: Fátima Vilaça

Faltavam 15 minutos para o fecho das bombas e havia clientes a abastecer quando quatro homens, de caras tapadas, irromperam pelo posto de abastecimento do Lago Discount, em Ribeirão, Vila Nova de Famalicão. Dispararam vários tiros de caçadeira contra a porta e as janelas à prova de bala da cabina onde estavam dois funcionários – forçados a entregarem os cerca de dois mil euros em caixa, anteontem à noite. Uma funcionária ficou ferida com os estilhaços e teve de receber tratamento hospitalar.

Os quatro assaltantes fugiram num Honda Civic vermelho que incendiaram a poucos quilómetros das bombas. "Pararam o carro ao lado da cabina e bateram à porta. Quando a minha colega pôs a mão para abrir a porta, deram um tiro na fechadura. Foi quando nos apercebemos do que estava a acontecer", contou ontem ao CM, ainda bastante abalado, Fábio, de 24 anos, um dos funcionários que estavam na cabina na hora do assalto.

Dos momentos de terror que se viveram a seguir, enquanto estiveram sequestrados na cabina, Fábio prefere não falar. "Foi horrível. Eu e a minha colega só pensámos que eles nos iam matar. Não sei quando é que vamos recuperar disto", recordou o jovem ainda assustado.

A colega, Sandrina, de 30 anos, foi atingida pelos estilhaços dos vidros e teve de receber tratamento hospitalar.

O assalto ocorreu anteontem, cerca das 22h45. Sandrina e Fábio iam fazer o fecho do posto da Galp, em Ribeirão, Famalicão, quando o grupo chegou, num Honda Civic. De dentro do carro saíram quatro encapuzados, armados com caçadeira, martelos e um pé-de-cabra, e bateram na porta da cabina. De imediato, foram disparados vários tiros. "Só diziam que queriam o dinheiro e perguntavam onde estava o cofre", contou ao CM Maria Veloso, gerente do posto de abastecimento. A responsável está convencida de que o objectivo do gang era levar o cofre e que tal só não aconteceu porque não conseguiram abrir a porta.

 

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