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Portugal
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"Só vendo é que se tem a noção daquilo que pela televisão já impressiona": Marcelo Rebelo de Sousa visita áreas inundadas pelas cheias

Presidente da República passou por Montemor-o-velho, um dos locais mais afectados pelas cheias.
Correio da Manhã e Lusa 28 de Dezembro de 2019 às 15:44
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Presidente da República passou por Montemor-o-velho, um dos locais mais afectados pelas cheias.

Marcelo Rebelo de Sousa visitou este sábado as áreas inundadas na semana passada em Montemor-o-velho e defendeu que agora importa fazer um levantamento dos danos causados.

O Chefe de Estado defendeu que agora importa fazer um levantamento dos danos causados pelas cheias no Baixo Mondego, na semana passada, tendo realçado a "capacidade de resistência" das populações.

"É preciso fazer o levantamento dos prejuízos para ver como se avança", disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas em Montemor-o-Velho, Coimbra, que elogiou a "capacidade de resistência" das pessoas afetadas.

Depois de visitar a vila de Montemor-o-velho e um dos diques que rebentou na zona, o Presidente da República passou por Ereira, um dos locais mais afetados pelas cheias.

"Houve quem vivesse as cheias de 70, 80, princípio de 2001, cada um contou a sua experiência", começou por dizer Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado sublinhou que há obras importantes a fazer, como as comportas. No entanto, Marcelo reforçou a questão do tempo e do inverno que ainda agora começou - "Há coisas que é preciso fazer rápido e rápido é dois, três meses porque o inverno ainda está longe do fim. Há aqui um grande acordo sobre o que é preciso fazer e há uma grande força de vontade da população".

O Presidente da República acompanhou a situação das cheias, primeiro à distância, a partir do Afeganistão, e depois a partir de Lisboa.

O chefe de Estado, que acertou esta deslocação com o presidente da Câmara Municipal de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, esteve este sábado acompanhado pelo ministro do Ambiente, José Pedro Matos Fernandes.

Perante o cenário ao vivo, Marcelo reforçou que o cenário ao "vivo" é ainda mais impressionante. "Só vendo é que se tem a noção exata daquilo que pela televisão já impressiona muito, mas que é diferente quando se vê, passados tantos dias", cconcluiu.

Na sequência da passagem das depressões Elsa e Fabien, Marcelo Rebelo de Sousa divulgou uma nota a dar conta de que estava a acompanhar a situação do mau tempo em Portugal, em particular no Baixo Mondego, onde a rutura de dois diques provocou cheias, e prometeu deslocar-se àquela região.

Na véspera de Natal, anunciou que iria fazer este sábado essa visita, declarando: "Vou observar, vou ver, e vou contactar com a realidade, conforme prometi, no tempo adequado, que é estabilizada a situação e não durante o período crítico - exatamente o mesmo que adotei em relação aos incêndios. Entendo que ganho em perceber o que se passou e aquilo que está a ser pensado".

Os efeitos do mau tempo provocaram três mortos e deixaram 144 pessoas desalojadas e outras 352 deslocadas por precaução, registando-se mais de 11.600 ocorrências, na maioria inundações e quedas de árvores.

O mau tempo, provocado pela depressão Elsa, entre os dias 18 e 20, a que se juntou no dia 21 a depressão Fabien, provocou também condicionamentos na circulação rodoviária e ferroviária, bem como danos na rede elétrica, afetando a distribuição de energia a milhares de pessoas, em especial na região Centro.

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