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Correio da Manhã

Portugal
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“Só vivo bem comigo por não sentir culpa”, diz amigo de estudantes que morreram em praxe

Tribunal repete julgamento dos jovens acusados da morte de três colegas.
Fátima Vilaça 9 de Novembro de 2018 às 01:30
Vasco Rodrigues morreu aos 19 anos
Nuno Ramalho morreu com 21 anos
João Pedro Vieira tinha 18 anos
Queda de muro matou três estudantes da licenciatura em Engenharia Informática da Universidade do Minho
Vasco Rodrigues morreu aos 19 anos
Nuno Ramalho morreu com 21 anos
João Pedro Vieira tinha 18 anos
Queda de muro matou três estudantes da licenciatura em Engenharia Informática da Universidade do Minho
Vasco Rodrigues morreu aos 19 anos
Nuno Ramalho morreu com 21 anos
João Pedro Vieira tinha 18 anos
Queda de muro matou três estudantes da licenciatura em Engenharia Informática da Universidade do Minho
"Eles eram nossos amigos. Passávamos os dias inteiros juntos. Só vivo bem comigo por não sentir qualquer culpa nesta tragédia". A garantia é de José Pedro Monteiro, visivelmente emocionado e num misto de indignação e revolta por voltar a sentar-se no banco dos réus, acusado do homicídio negligente de três colegas da licenciatura em Engenharia Informática da Universidade do Minho, que a 23 de abril de 2014 morreram numa ação de praxe.

O agora engenheiro informático, de 23 anos, diz sentir-se inocente e mostrou-se inconformado por a Câmara de Braga ter sido afastada do processo.

"Queremos colaborar com a Justiça, para que a verdade venha ao de cima. Mas há pessoas que deviam estar aqui e não estão, nomeadamente a Câmara de Braga. É ridículo a Câmara passar ilesa e nós continuarmos no processo até hoje", vincou José Pedro Monteiro, esta quinta-feira  no início da repetição do julgamento ordenada pelo Tribunal da Relação de Guimarães.

Os desembargadores mandaram que fosse feito novo julgamento, com perícia à estrutura de caixas de correio que ruiu, matando João Pedro Vieira, Vasco Rodrigues e Nuno Ramalho, de 18, 19 e 21 anos. A perícia não foi feita, uma vez que técnicos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil consideraram que a estrutura se apresentava degradada e já sem condições para avaliação. José Pedro Monteiro, André Marinho, Luís Pedro e José Afonso respondem por homicídio negligente.n
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