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Correio da Manhã

Portugal
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Sobem furtos de ATM

Nos primeiros 8 meses de 2007, registou-se um aumento nos furtos de caixas multibanco (ATM), e nos assaltos a ourivesarias e carrinhas de transportes de valores nas áreas policiadas pela PSP e GNR, face ao período homólogo do ano anterior. Foi o próprio tenente-general Leonel Carvalho, secretário--geral do Gabinete Coordenador de Segurança (GCS) quem o admitiu ao CM. No entanto, segundo o oficial general, estes números não servem para contrariar a tendência geral de descida da criminalidade geral, e até dos delitos violentos.
9 de Novembro de 2007 às 00:00
Segundo o Gabinete Coordenador de Segurança subiram os furtos de multibancos, e os roubos a ourivesarias e carrinhas de valores
Segundo o Gabinete Coordenador de Segurança subiram os furtos de multibancos, e os roubos a ourivesarias e carrinhas de valores FOTO: Madalena Lino
O tenente-general Leonel Carvalho reconhece que o último Verão foi de ‘alarmismo’ na Comunicação Social. “O conceito de segurança das pessoas não é influenciado por números, mas pelo mediatismo de roubos ou outros crimes”, opinou.
Em concreto, segundo o secretário-geral do GCS, subiram os casos de furtos a caixas ATM, e ainda as situações de assaltos com violência a ourivesarias (em especial no Norte do País), e a carrinhas de transportes de valores. “Apesar de não poder revelar números, cada uma destas situações registou aumentos, e isto só levando em conta as estatísticas apresentadas pela PSP e GNR”, sublinhou o tenente-general Leonel Carvalho.
“Estão de fora desta análise os crimes não participados, e as ocorrências denunciadas directamente à Polícia Judiciária e Ministério Público”, acrescentou.
O responsável reconheceu ainda que “por se tratarem de práticas criminais de pouca monta, sempre que existem subidas, as percentagens registam aumentos visíveis”.
Em tendência de descida estão, no entanto, os índices de criminalidade violenta. Nesta categoria, o GCS engloba 16 itens diferentes de crimes, como roubos com violência, ofensas corporais graves. De Janeiro a Agosto de 2006, nas áreas da PSP e GNR, foram contabilizados 14 500 destes crimes. Em igual período deste ano, o GCS registou 12 400 delitos, o que representa uma descida de 14,3 %.
“Sinal desta descida são os homicídios. Nos primeiros 8 meses de 2006, PSP e GNR tomaram conta de 113 ocorrências destas, tendo o número baixado em igual período deste ano para 87”, sublinhou o secretário-geral do GCS.
Menos acentuada foi a descida no índice de criminalidade geral, que engloba todos os restantes actos ilegais previstos no código de processo penal, e consequentemente puníveis por lei.
Até 31 de Agosto deste ano, PSP e GNR registaram 252.258 delitos. Os números representam uma descida de 3,1 % face ao período homólogo de 2006, em que foram contabilizadas 260.364 situações nas zonas destas duas forças de segurança.
CRITICADA FALTA DE INVESTIMENTO
A Associação Sindical dos Profissionais da PSP (ASPP), e a Associação dos Profissionais da Guarda (APG), convergem na ideia de que os números apresentados pelo Gabinete Coordenador de Segurança revelam a falta de investimento do Ministério da Administração Interna no reforço humano e material das duas forças de segurança. Paulo Rodrigues, presidente da ASPP, referiu mesmo que os índices não constituem novidade para o sindicato a que preside. “Há muito que andamos a alertar para a necessidade de alterar os métodos de policiamento”, opinou. Já José Manageiro, presidente da APG, não hesitou em considerar que “existe uma subida consistente da criminalidade organizada, e é necessário encontrar as causas desse fenómeno”. “Os meios das forças de segurança estão degradados, assim como a motivação do pessoal”, concluiu.
PORMENORES
RELATÓRIO
O secretário-geral do Gabinete Coordenador de Segurança, general Leonel Carvalho, acredita que o Relatório de Segurança Interna relativo a este ano deverá estar pronto a ser entregue ao Governo em Março de 2008. “Os números oficiais deverão ser conhecidos em Abril do próximo ano”, referiu o oficial general.
DESCIDA
A criminalidade em 2007 deverá, segundo o Gabinete Coordenador de Segurança, acompanhar a descida dos últimos anos. “Até 2002 a criminalidade subiu. Em 2003, cresceu apenas 1%, estabilizando no ano seguinte. A partir de 2005 assinalou-se uma descida, que deverá continuar este ano”, adiantou o general Leonel Carvalho
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