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Correio da Manhã

Portugal

SOBREVIVEU A QUEDA EM RAVINA

Um homem de 56 anos sobreviveu ontem, com fracturas múltiplas, a uma queda numa ravina com mais de 20 metros de altura. A vítima, residente na Trafaria, Almada, estava a reparar uma vedação na sua casa, quando o chão cedeu repentinamente, levando-o a cair no vazio.
29 de Outubro de 2003 às 00:00
Construtor civil aposentado, Acácio Carvalho planeou usar a manhã de ontem para consertar a vedação que separa a sua casa da Quinta da Raposeira de uma enorme ravina. “Ele começou a ver que a estrutura estava a desabar. E por isso, para evitar que caísse de uma vez, decidiu demolir tudo, para voltar a construir”. Ainda incrédulo com o sucedido, José Rita, sogro da vítima, explicou ao CM tudo o que soube sobre os momentos que antecederam o acidente.
“O CHÃO CEDEU E ELE CAIU”
Concluída a demolição de parte da vedação, cerca das 11h00, Acácio Carvalho fez uma pausa, com o objectivo de verificar o andamento da obra. Foi então que o imprevisto aconteceu. “O sítio onde ele pôs o pé deve ter ficado instável depois da obra e cedeu. O meu sogro caiu de uma altura de mais de 20 metros”, acrescentou José Rita. A primeira pessoa a aperceber-se do sucedido foi a mulher da vítima, Maria Carvalho, que detectou o marido, inanimado, no fundo da ravina. Alertadas as autoridades, foram rapidamente mobilizados para o local 18 homens dos Bombeiros da Trafaria, auxiliados por cinco viaturas. Uma equipa de espeleo-salvamento daquela corporação, especialista em remoção de vítimas de locais de difícil acesso, foi a primeira a entrar em acção, descendo até junto de Acácio Carvalho.
O construtor civil foi encontrado consciente, mas com o corpo cheio de fracturas, em especial ao nível do tórax. “O estado em que o detectámos inviabilizava qualquer transporte terrestre, o que nos levou a pedir apoio aéreo. Já tínhamos sido chamados aqui várias vezes, e de todos os salvamentos que efectuámos, foi sempre necessário auxílio da Força Aérea”, referiu ao nosso jornal Vítor Conceição, comandante dos Bombeiros da Trafaria e responsável pela coordenação da operação de salvamento. Assim, foi de imediato solicitada à Força Aérea Portuguesa a presença de um helicóptero Puma, que chegou ao local pelas 12h45.
Apesar do forte vento que se fazia sentir, o corpo de Acácio Carvalho acabou por ser içado, e colocado no interior de uma ambulância do Instituto Nacional de Emergência Médica. No entanto, a vítima viria a ser transportada para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, no próprio helicóptero da Força Aérea, tornando assim mais rápida a prestação de cuidados médicos. Internado neste estabelecimento hospitalar, Acácio Carvalho viu ser-lhe diagnosticadas fracturas diversas, entre as quais no tórax e num braço. Consciente, a vítima encontrava-se, ao início da noite, estabilizada.
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