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Correio da Manhã

Portugal
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Socos e pontapés em final de reunião

Acabou em violento confronto físico entre dois políticos locais a última reunião da Câmara Municipal de Castro Marim, realizada no dia 23 de Maio. O vereador, na oposição, José Luís Domingos, eleito pelo PS, e Vítor Madeira, assessor do presidente da Câmara e líder da concelhia do PSD, que se tinham confrontado com insultos e ameaças verbais na sessão, acabariam por se agredir fisicamente no final, em plena via pública.
1 de Junho de 2007 às 00:00
José Luís Domingos (à esq.) e Vítor Madeira esperaram pelo final da sessão para se agredirem
José Luís Domingos (à esq.) e Vítor Madeira esperaram pelo final da sessão para se agredirem FOTO: Sandra Sousa Santos / Raul Coelho
Só a intervenção de outros autarcas evitou uma cena de pugilato de maior aparato. Vítor Madeira ainda conseguiu dar um empurrão e um pontapé em José Luís Domingos, que respondeu com um soco na cara do seu adversário político.
“Fui provocado durante a reunião pelo assessor do presidente”, revelou ao CM José Luís Domingos, que acusa Vítor Madeira de o ter apelidado de “vil, mau carácter, energúmeno e político de sarjeta”.
O vereador socialista reconhece no entanto que “se excedeu” quando disse a Madeira que, “se voltasse a ofendê-lo, lhe dava duas bofetadas na cara”.
Quando a reunião terminou, já na rua, as ameaças acabariam por concretizar-se. “O Vítor Madeira estava à minha espera, avançou para mim, deu-me um empurrão no peito e um pontapé numa perna”, garante José Luís Domingos, que admite ter respondido “com um soco na cara do assessor do presidente da Câmara”, valendo a intervenção de outros autarcas que evitaram o pior: “Não sou de pau”, explicou o autarca socialista.
Versão diferente tem Vítor Madeira que considera o incidente “lamentável” e uma atitude “infeliz” do vereador José Luís Domingos. O político social-democrata diz que teve uma intervenção de carácter político, na reunião, “civilizada e correcta”. Como resposta, garante ter tido ameaças de confronto físico do autarca. “Disse que me partia a cara, o que configura crime”.
Vítor Madeira nega os confrontos físicos na rua e diz esperar que “o PS “saiba retirar as devidas consequências da grave conduta do seu autarca, que deverá demitir-se do cargo”.
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