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Correio da Manhã

Portugal
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Sócrates confrontado com luvas da PT

Encerramento do inquérito obriga magistrados a confrontarem arguidos com todas as provas.
Tânia Laranjo 12 de Março de 2017 às 01:30
José Sócrates é arguido na Operação Marquês
Sofia Fava vai voltar a ser ouvida pelas autoridades
Rosário Teixeira preside à diligência no DCIAP
Santos Silva confrontado com as  declarações de Hélder Bataglia
José Sócrates é arguido na Operação Marquês
Sofia Fava vai voltar a ser ouvida pelas autoridades
Rosário Teixeira preside à diligência no DCIAP
Santos Silva confrontado com as  declarações de Hélder Bataglia
José Sócrates é arguido na Operação Marquês
Sofia Fava vai voltar a ser ouvida pelas autoridades
Rosário Teixeira preside à diligência no DCIAP
Santos Silva confrontado com as  declarações de Hélder Bataglia
José Sócrates regressa na segunda-feira ao DCIAP. Vai voltar a ser interrogado por Rosário Teixeira que é coadjuvado por Paulo Silva na diligência. O objetivo é fechar o ciclo. Confrontar Sócrates com os novos dados recolhidos, designadamente o que diz respeito às supostas luvas no negócio que envolveu a Portugal Telecom. Só depois disso é que poderá ser concluída a acusação.

Neste momento, há também dados para mostrar ao ex-primeiro-ministro - muito mais vastos dos que existiam no início do processo.

O Ministério Público já precisou, por exemplo, as luvas que foram pagas por Ricardo Salgado. E tem mais do que isso: o depoimento de Hélder Bataglia que garante ter agido a mando do ex-dono do Espírito Santo. Que foi quem lhe pediu para passar 15 milhões para a conta de Carlos Santos Silva. ‘A que título?’, ainda quis saber Rosário Teixeira, mas Bataglia garantiu desconhecer. E disse ainda que naquela altura não se faziam perguntas a Ricardo Salgado. Ficava-se grato quando ele precisava de um favor.

Ontem, a PGR confirmou o interrogatório a Sócrates e assegurou que será uma autêntica maratona. A maioria dos arguidos serão então novamente interrogados, tudo para que os prazos do inquérito sejam cumpridos. Faltam apenas cinco dias, para que, ao que tudo indica, se conheça a acusação pública.

Santos Silva tramado por Hélder Bataglia
Santos Silva foi confrontado com as declarações de Bataglia, que contou às autoridades as reuniões que manteve com o empresário. Disse que ele lhe dava os números das contas onde devia depositar o dinheiro que vinha de Ricardo Salgado. É um "bolo" de quinze milhões que o MP diz pertencer a Sócrates. Passou ainda pelas contas de Barroca, mas Bataglia diz que foi Santos Silva quem o determinou.

Sofia Fava também volta a ser interrogada
Sofia Fava, ex-mulher de José Sócrates, também vai voltar a ser interrogada. Igualmente Ricardo Salgado, ex-dono do BES, regressará ao DCIAP. Os interrogatórios de ambos estão marcados para quarta- -feira, dois dias antes de terminar o prazo para a acusação. No dia seguinte, será a vez de Joaquim Barroca, vice do Grupo Lena. Tal como José Sócrates, os arguidos vão conhecer os novos factos pelos quais estão indiciados. Terão oportunidade de contestar as provas recolhidas.
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