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Correio da Manhã

Portugal
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Solitário provoca “medo”

Calmo, sereno e discreto. Ainda assim, capaz de provocar "muito medo". Esta foi a descrição de Carlos Parracho – o ‘solitário português’ – dada por funcionários dos 26 bancos que assaltou sozinho. As testemunhas falavam na primeira sessão do julgamento, ontem no Tribunal da Boa-Hora, Lisboa.

17 de Junho de 2009 às 00:30
A PJ usou a Comunicação Social para divulgar as imagens dos assaltos
A PJ usou a Comunicação Social para divulgar as imagens dos assaltos FOTO: d.r.

Segundo a Acusação, Carlos Parracho, de arma em punho, assaltou entre Agosto de 2004 e Março de 2008, tendo conseguido 27 500 euros, com os quais pagava dívidas em mensagens de valor acrescentado contraídas em chats de sexo.

Nenhum familiar de Carlos Parracho esteve no tribunal – na altura dos assaltos a mulher estava desempregada e os dois filhos estudavam, como o acusado admitiu ao CM, em Setembro passado, mês e meio após a sua detenção.

O homem mostrou-se calmo enquanto ouviu dois inspectores da PJ e 13 funcionários bancários. Actuou quase sempre da mesma maneira. De manhã, e aproveitando o facto de não haver clientes nos bancos, entrava usando um boné ou gorro e óculos escuros, colocava um saco preto no balcão e pedia o dinheiro da caixa. Saía em poucos minutos, muitas das vezes com menos de mil euros.

PORMENORES

DECLARAÇÕES

Para já, Carlos Parracho não quis prestar qualquer declaração perante o presidente do colectivo de juízes, Nuno Coelho, e os quatro jurados.

80 TESTEMUNHAS

Ao todo, neste processo vão ser ouvidas 80 testemunhas. A próxima sessão está agendada para dia 23, na Boa–Hora.

ALCUNHA

A alcunha de Carlos Parracho, ‘Solitário Português’, foi-lhe atribuída pelas parecenças face ao modus operandi do espanhol Jaime Gimenez, também ele ladrão de bancos condenado.

 

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