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Correio da Manhã

Portugal
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Sopa para ministros

Escolhendo a sopa como prato principal, os ministros da Educação e da Saúde deram o exemplo de um bom hábito alimentar, ontem, perante centenas de alunos da Escola Secundária de Loulé, começando uma verdadeira ‘guerra’ à obesidade entre os mais novos.
4 de Outubro de 2006 às 00:00
Maria de Lurdes Rodrigues e Correia de Campos comeram sopa para dar o exemplo aos alunos
Maria de Lurdes Rodrigues e Correia de Campos comeram sopa para dar o exemplo aos alunos FOTO: Rui Pando Gomes
Maria de Lurdes Rodrigues e Correia de Campos deram as mãos e lançaram uma campanha para alterar a estratégia alimentar nas escolas, lugar onde os jovens passam mais tempo. Assim, cada estabelecimento de ensino tem a responsabilidade de desenvolver o seu programa próprio, com a ajuda de centros de saúde e nutricionistas. No caso pioneiro de Loulé, a sopa é o prato mais aconselhado, tendo sido já desenvolvidas várias actividades onde a tradicional ‘sopinha’ ocupa lugar de destaque.
“Não há uma receita única para se fazer este trabalho. A especificidade de cada escola tem que constituir uma mais-valia para fazer melhor e diferente”, disse a ministra, após o lançamento do livro ‘Educação Alimentar em Meio Escolar, uma literatura para alunos e professores’. A governante, que assumiu que “em algumas escolas ainda falta fazer muita coisa”, apelou ao “envolvimento dos pais e da comunidade”, para que o sucesso seja maior.
A indústria alimentar vai colabora nesta luta passando a produzir mais alimentos ‘light’ (com poucas ou nenhumas calorias e gorduras). Os bolos e refrigerantes podem mesmo vir a ser banidos das escolas.
Sendo a obesidade a grande epidemia deste século, o ministro da Saúde defende que deve ser combatida o mais cedo possível, pedindo a todos, alunos, professores, pais e familiares, que se esforcem. Para que se possa acabar com os hábitos da ‘fast-food’, Correia de Campos propõe que se encontrem “mecanismos de cooperação com a indústria alimentar para que todos possam ganhar, ao venderem produtos saudáveis”.
O governante entende que se pode sugerir às empresas que servem comida nas escolas que “abandonem alguns alimentos mais perigosos, como fritos, gorduras e salgadinhos e que os substituam por frutas, saladas ou verduras”.
Durante a tarde, a ministra da Educação visitou três escolas de Portimão, presidindo à recepção aos professores do município.
PROTESTOS EM DUAS CIDADES
Foi com protestos de alunos e professores que a ministra da Educação foi recebida nas escolas. Em Loulé, fugiu à contestação, alegando que “a manifestação estava desorganizada”. Em Portimão, os docentes voltaram à carga, protestando contra as alterações ao Estatuto da Carreira. A governante disse esperar que os comportamentos dos professores “não se traduzam em más práticas dentro da escola”.
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