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Correio da Manhã

Portugal
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SOPAS DELICIAM SEIS MIL

Mais de seis mil pessoas saborearam ontem as 88 variedades de sopa, servidas por 50 fornecedores, que constituíram o décimo Congresso da Sopa de Tomar, desta vez realizado no Parque de Campismo. No ano passado foram servidas 76 variedades a 4500 congressistas.
25 de Maio de 2003 às 00:00
O vento forte que se fez sentir durante todo o dia impediu a realização de uma largada de pára-quedistas, mas não fez diminuir o apetite dos participantes do mais rápido congresso que se realiza no País, pois prolonga-se apenas pela hora do almoço e o programa consta apenas de sopa.
Uma hora antes do início, marcado para as 12h30, já muitas pessoas aguardavam para serem os primeiros a entrar. O acesso era feito por apenas um local e quase a ‘conta-gotas’, pelo que houve congressistas que esperaram longos minutos para entrar.
Entre os primeiros a transpor a porta encontravam-se duas equipas da Inspecção-Geral das Actividades Económicas, que identificaram todos os fornecedores, incluindo os de vinho, que poderão ser autuados por não terem afixado um letreiro a dizer: “Venda proibida a menores”.
“Estou tranquilo, porque não estou a vender, mas sim a oferecer vinho”, disse António Ferreira, da Adega Solar dos Loendros, que levou 500 litros de vinho para servir ao copo aos congressistas.
No interior do recinto estavam dispostas as bancas com as sopas, o pão e as bebidas (água, vinho e café). Havia também doces e sobremesas, mas eram pagos à parte.
Pelo preço do bilhete, no valor de oito euros, os participantes puderam saborear todas as sopas que quiseram, servidas em recipientes oferecidos à entrada e confeccionadas por restaurantes da região. As receitas revertem a favor do Centro de Integração e Reabilitação de Tomar.
Como havia uma grande variedade, mais fácil se tornou agradar a todas as bocas: cremosas ou mais grossas, de marisco, peixe, carne ou legumes, umas de sabor mais intenso, outras frias ou doces, para todos os gostos. Duas horas após o início do congresso, quando ainda se vendiam bilhetes mas já não havia fila para entrar no recinto, as sopas começaram a acabar.
Para Ivo Santos, vereador da Câmara de Tomar, entidade organizadora, “as pessoas cada vez mais acorrem ao congresso”, que é “original e único” e tem como objectivo promover o consumo da sopa, “prato fundamental da cozinha portuguesa e da dieta mediterrânica”.
CHOCOLATE PARA OS GULOSOS
A sopa de chocolate, a única doce, foi uma das mais procuradas e das primeiras a acabar.
“Os ‘cachopos’ não saem daqui até a sopa acabar, as mães dizem que em casa não comem sopa, mas aqui não nos largam”, disse Joaquim Correia, proprietário do restaurante ‘Beira Rio’, explicando que a receita deste prato é muito antiga.
Para confeccionar a sopa cozem-se duas variedades de feijão, que é derretido para se obter um caldo cremoso. Depois acrescenta-se cenoura e nabo cortados miudinhos e, por fim, o chocolate, em quantidade não divulgada, por ser um segredo bem guardado.
Outra sopa que voltou este ano a ser muito procurada foi a da lampreia, servida pelo restaurante ‘A Lúria’, que também levou sopa de bacalhau ao congresso.
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