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Correio da Manhã

Portugal
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STRESS PASSA PARA O FETO

Mudanças emocionais durante a gravidez podem afectar o ritmo cardíaco do feto, esta é a principal conclusão do trabalho de investigadores norte-americanos do Centro Médico Presbiteriano de Columbia, nos Estados Unidos.
13 de Fevereiro de 2003 às 00:00
A equipa liderada por Catherine Monk efectuou medições do ritmo cardíaco e pressão sanguínea de 32 mulheres saudáveis no terceiro trimestre de gravidez. Os dados recolhidos foram obtidos antes e depois de um teste psicológico para determinar a dimensão dos efeitos do ‘stress’ no feto.

Ficou provado que o aumento nos ritmos cardíacos do feto durante o teste de ‘stress’ estava relacionado com o nível de ansiedade das mães. O estudo recentemente publicado na revista ‘Developmental and Behavioral Pediatrics’ não permite contudo precisar se estas alterações do ritmo cardíaco do feto terão “repercussões no desenvolvimento e na saúde a longo prazo da criança”, comentou a especialista Catherine Monk.

Para a médica pediatra Odília Nascimento “os resultados deste estudo científico são uma forte possibilidade”. “O ‘stress’ biológico, ou seja, as emoções que a mãe transmite durante a gravidez ao feto, são amplamente analisadas no campo da pediatria”, apontou a chefe de serviço da Maternidade Alfredo da Costa.

“Os médicos recomendam que sempre que a mãe passa por situações de angústia e tristeza deve deitar cá para fora o que sente a fim de retirar esta carga do bebé”, acrescentou Odília Nascimento no sentido de explicar a relação possível entre as mudanças emocionais da mãe e a influência destas no feto”.

A mesma especialista focou que o ‘stress’ pode igualmente “manifestar-se no bebé durante o trabalho de parto em si, numa fase transitória”.
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