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Correio da Manhã

Portugal
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Subida do mar ameaça Aveiro

A subida do nível do mar, em consequência das alterações climáticas, está a processar--se a um ritmo maior do que o previsto. As estimativas anteriores não contaram com a fusão das massas de gelo da Gronelândia e da Antárctida, que vieram agravar o cenário.
17 de Março de 2009 às 00:30
Prevê-se mais inundações em zonas baixas como a Ria de Aveiro
Prevê-se mais inundações em zonas baixas como a Ria de Aveiro FOTO: direitos reservados

Segundo um estudo ontem publicado, na revista ‘Nature Geoscience’, a costa Leste dos Estados Unidos será a zona mais afectada, colocando em risco a cidade de Nova Iorque no ano 2100. Em Portugal, Aveiro é o caso mais complicado, mas toda a zona costeira corre riscos, considera o investigador Filipe Duarte Santos. "O valor mais provável para Portugal é uma subida de um metro em 2100, o que vai provocar inundações mais frequentes em zonas baixas como a ria de Aveiro, que é o caso mais complicado", disse ao CM.

O especialista alerta para o risco que correm "todas as praias encastradas entre arribas" como a praia da Adraga ou a praia Grande, em Sintra. Já os Açores e a Madeira "não terão tantos problemas". Entre os países africanos de língua portuguesa, "Moçambique é o mais vulnerável". Duarte Santos diz que é necessário agir de imediato ou "já não será possível parar o comboio": "Há que fazer cartas de risco da costa portuguesa e tomar decisões."

O cientista calcula que, no final do século, "entre 200 e 500 milhões de pessoas serão afectados" a maioria nos países pobres: "Os americanos terão capacidade para proteger Nova Iorque ou a Florida, mas no Bangladesh isso não será possível. É provável que essas populações tenham de emigrar. Resta saber para onde irão."

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