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Correio da Manhã

Portugal
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SUBORNO PARA CHOCOLATES

Uma mulher de 28 anos, de nacionalidade chinesa e com residência em Espanha, foi detida por uma patrulha da Brigada de Trânsito (BT) da GNR da Guarda, às 8h20 de terça-feira, em Celorico da Beira, por ter tentado subornar com 400 euros os militares que detectaram excesso de peso na carga que transportava numa viatura ligeira de mercadorias.
28 de Agosto de 2003 às 01:15
Presente ao Tribunal de Celorico da Beira no mesmo dia, a mulher foi julgada em processo sumário, por tentativa de corrupção, e condenada a dois anos de prisão, suspensa por quatro anos, e ao pagamento de uma multa de dois mil euros, que terão de ser entregues no prazo de 60 dias. Se a multa não for paga no prazo definido, terá de ser cumprida a pena de prisão.
A mulher viajava numa viatura de matrícula portuguesa que saiu de Barcelona com destino ao Porto e foi interceptada em Celorico da Beira, no IP5, por uma patrulha do destacamento da Guarda da BT da GNR que se apercebeu da infracção.
Ao colocar a viatura, uma carrinha Mercedes-Benz de caixa fechada, que transportava roupa de criança, numa balança apropriada, os militares verificaram que pesava 5.900 quilos, excedendo em 2.680 quilos o peso máximo fixado no livrete.
A viatura estava “carregada até ao tecto”, disse ao nosso jornal um elemento da BT da GNR, e por isso circulava devagar, com a suspensão em baixo e as rodas a denunciar o excesso de carga.
Ao constatar a infracção, penalizada com uma coima de 500 euros, a mulher enrolou várias notas, no valor total de 400 euros, e colocou-as nas mãos de um dos militares da patrulha, dizendo que era para “comprarem bombons e rebuçados”.
Ao aperceberem-se da tentativa de suborno, os militares deram-lhe ordem de prisão e apresentaram-na em Tribunal. Após o julgamento sumário, em que o Ministério Público pediu ao juiz a aplicação de uma “pena severa”, a mulher foi enviada em liberdade, embora condenada.
A viatura foi entregue ao condutor e seu proprietário, de nacionalidade portuguesa, de 58 anos, residente no Porto e gerente da loja a que se destinava a roupa de criança que transportava.
No entanto, a viatura só pôde seguir viagem depois de ser feito o transbordo da carga em excesso para outra viatura, de forma a não se repetir a infracção.
RESPONSABILIDADE RESPARTIDA
A infracção respeitante ao excesso de peso é penalizada com uma coima de 500 euros, se se verificar – como neste caso aconteceu - que a carga transportada ultrapassa em 25 por cento o valor permitido, que é fixado no livrete e tem em conta a categoria da respectiva viatura.
De acordo com a legislação em vigor, esta coima é paga em duas partes iguais pelos proprietários da viatura e da mercadoria.
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