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Correio da Manhã

Portugal
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Suicídio igual entre mãe e filha

O suicídio da filha consumou-se da mesma forma que o da mãe – 30 anos depois. A tragédia aconteceu ontem de madrugada quando a septuagenária Idalina Tienza se atirou da janela da própria casa em Lisboa, tal como a mãe o fizera. A psiquiatria afasta a hipótese de imitação e fala de depressão.
2 de Setembro de 2005 às 00:00
Os vizinhos nunca imaginaram que Idalina pudesse vir a ter o mesmo fim que a mãe
Os vizinhos nunca imaginaram que Idalina pudesse vir a ter o mesmo fim que a mãe FOTO: Sofia Costa
Idalina era viúva de Tienza, agente da PIDE que participou no assassinato de Humberto Delgado. Dizem os vizinhos que andava depressiva, embora nada fizesse prever um suicídio. No entanto, às 06h30 de ontem, terá aberto a janela da cozinha, à altura de três andares, e posto termo à vida. Bombeiros Sapadores e PSP chegaram pouco depois, mas só por volta do meio-dia é que o médico legista apareceu para confirmar a morte.
“A imitação de comportamento está completamente afastada”, diz Maria Luísa Figueira, chefe de Serviço de Psiquiatria do Hospital de Santa Maria. Em casos semelhantes, a psiquiatra explica que “a existência de um suicídio na família é um factor de risco para quando uma pessoa adoece [por exemplo, de depressão], mas não quer dizer que isso seja determinante ou que por si só leve ao suicídio.”
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