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Correio da Manhã

Portugal
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Superjuiz Carlos Alexandre não recua no perdão a Rui Pinto

Encarnados insistem que suspensão do processo tinha de ter o aval do clube, enquanto assistente.
Tânia Laranjo 22 de Novembro de 2020 às 09:54
Carlos Alexandre recusa sair do caso Octapharma e garante não ter qualquer litígio com familiar de Lalanda
Rui Pinto julgado por 90 crimes
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O Benfica reclamou, juiz e procurador não lhe deram razão. Os encarnados querem reverter a suspensão do processo de Rui Pinto, designadamente na parte onde ele foi investigado por entrar nos mails do clube. O Benfica alega que é assistente no processo principal e desconhecia que tinha nascido um novo inquérito, fruto de algumas certidões. Não se poderia opor à suspensão, porque nunca foi notificado, mas agora o Ministério Público vem dizer que o despacho é irrecorrível. Trata-se de uma decisão de inquérito, garante o procurador, que diz mesmo que tal despacho não pode ser sindicado, já que a participação do juiz é uma mera ratificação da pretensão do Ministério Público.

Este é também o entendimento de Carlos Alexandre que não recua no perdão a Rui Pinto. Em cinco inquéritos - muitos deles relacionados com acessos a organismos do Estado e também a intromissão em mails de magistrados judiciais - Rui Pinto foi perdoado. Carlos Alexandre aceitou que a suspensão se fizesse mediante algumas premissas - como a colaboração durante ano e meio do hacker português - e permitiu igualmente que os mails fossem destruídos.

O Benfica não contesta essa parte - também entende que se trata de prova proibida que não pode ser valorada judicialmente - mas deverá avançar agora para o Tribunal da Relação de Lisboa, para alterar a suspensão do processo. Refira-se que é nesse inquérito que Rui Pinto beneficia de proteção policial, estando mesmo a viver numa casa do Estado. Está ao abrigo do programa de proteção a arguidos.

Advogados não querem comentar
A equipa de advogados de luxo do Benfica - Rui Patrício, João Medeiros e Paulo Saragoça da Matta - não comenta a suspensão do processo, nem os recursos entretanto interpostos. O CM contactou os causídicos que recusaram prestar declarações.

Caso de corrupção ainda não tem arguidos do clube
A investigação aos conteúdos dos mails divulgados por Rui Pinto - que indiciavam suspeitas de corrupção - ainda não tem arguidos constituídos. Vieira é arguido apenas em dois processos, mas o primeiro é por suspeitas fiscais e o segundo tem a ver precisamente com uma investigação da Autoridade Tributária.

PORMENORES
Julgamento continua
No Campus de Justiça, Rui Pinto continua a ser julgado por tentativa de extorsão à Doyen. É esse o crime mais grave pelo qual foi acusado e que levou a que estivesse em prisão preventiva.

Acordo com PJ
Um ‘acordo’ com a policia Judiciária levou Rui Pinto a sair da cadeia. Foi primeiro para prisão domiciliária, precisamente numa casa que está situada nas instalações daquela polícia, na Rua de Gomes Freire.
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