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Correio da Manhã

Portugal
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Suspeito de pedofilia foge a semanas do julgamento

Carlos Grangeia, de Oiã, Oliveira do Bairro, suspeito de ter abusado sexualmente da enteada de 12 anos, fugiu a semanas do julgamento agendado para 21 de Fevereiro, apanhando desprevenidas as autoridades que agora o procuram por todo o país.
29 de Janeiro de 2008 às 00:30
O empresário de 49 anos estava em prisão domiciliária sob vigilância electrónica - e nem os vizinhos sabiam da fuga.
Em Oiã todos conhecem este comerciante de queijos frescos, mas os que falaram com o CM garantem que não havia proximidade. Definem-no como um “homem rude” e “pouco sociável”. “Ele é uma pessoa de poucas falas que não passa confiança”, afirmou uma vizinha, que o conhece “de entrar e sair em casa”. Tal como esta vizinha, vários populares asseguram que não conhecem a companheira nem a enteada, que terá sido abusada ao longo de mais de um ano, até que a PJ o deteve em Abril último. “Ele faz a vida dele para os lados do Porto, onde tem a maior parte dos clientes”, explicou a proprietária de um minimercado no centro da vila, que apesar de nunca ter “falado para tal homem”, conhece bem a ex-mulher.
João Ferreira mora em frente à casa da irmã da ex-mulher e apesar de nunca ter falado com Carlos Grangeia, garante que tem “um carácter duvidoso” que justifica com uma tentativa de agressão à ex-mulher que lhe pediu socorro. “Nunca falei com ele. Uma vez a [ex-]mulher estava a pedir socorro porque ele tinha um cacete na mão para lhe bater, mas quando eu apareci ele fugiu”, explicou.
Segundo João Ferreira “há muito que se ouve dizer que ele gostava de meninas mais novas, e terá tentado assediar a filha do dono de um restaurante”, afirma, acrescentando que também a mulher se queixava dos mesmos comportamentos.
Sobre a actual companheira e a filha, que terá sido abusada pelo empresário, com um nível de vida desafogado, pouco se sabe. Quando foi detido pela PJ tinha um revólver de calibre ‘.357 Magnum e vários vídeos contendo material de cariz pornográfico.
JUÍZES ALTERARAM MEDIDAS
Carlos Grangeia foi preso a 11 de Março de 2007 pela Polícia Judiciária de Aveiro. Ouvido no Tribunal de Oliveira do Bairro ficou em prisão preventiva, por suspeita da prática de vários crimes de abusos sexuais da enteada, com apenas 12 anos.
O juiz decidiu, recentemente, alterar-lhe a medida de coacção. Por entender que não havia perigo de fuga, nem se justificava a aplicação da mais gravosa medida de coacção, Carlos foi para casa e ficou sujeito à pulseira electrónica. Há poucos dias, os técnicos de Reinserção Social verificaram que se ausentara do raio pré-definido pelo tribunal. Tentaram contactá-lo e verificaram que fugira. A PJ foi informada e já foram emitidos mandados de detenção para voltar a ser preso. Se for encontrado, voltará para a cadeia.
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