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Correio da Manhã

Portugal
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SUSPEITO DE TENTAR MATAR POLÍCIA

Andou nove meses a escapar às polícias. Os primeiros tempos passou-os na sombra, não fosse ser descoberto e preso. Depois começou a passear-se. Agora já não o pode fazer. Foi anteontem detido e o tribunal ordenou que se apresente diariamente na PSP. É suspeito de ter baleado um polícia em S. Marcos, Sintra.
16 de Setembro de 2004 às 00:00
O mecânico de 27 anos, da Amadora, está indiciado por homicídio na forma tentada. A 20 de Dezembro de 2003 tentou matar a tiro um agente da PSP que o perseguia por suspeita de furto de automóveis. Por sorte, o polícia ficou com a bala alojada junto ao coração, num local onde não oferecia perigo de vida.
O indivíduo encontrava-se, na companhia de outros três, a cercar uma viatura que pretenderiam furtar. Três agentes da esquadra de S. Marcos abordaram-nos. Um dos ladrões (de S. Jorge de Arroios, Lisboa, e 23 anos) foi apanhado mas outros três – entre eles o agora detido – fugiram a pé, após se terem inicialmente escondido. Foi durante a perseguição, e na iminência de capturar o gatuno, que o agente foi baleado com uma arma ilegal no hemitórax esquerdo, junto ao coração. Um outro disparo não o atingiu.
O atirador já foi reconhecido pelo agente atingido.
AGENTE JÁ ESTÁ AO SERVIÇO
Nuno Abel Neves Santos, de 26 anos, o agente ferido, já se encontra ao serviço, embora neste momento goze um período de férias. No dia 20 de Dezembro foi levado para o Hospital Amadora-Sintra e ficou internado no serviço de Cirurgia. Menos de 24 horas depois de ter sido atingido, o agente teve alta médica e rumou a Coimbra, onde tem família. No peito levava a bala, uma vez que os médicos optaram por não a extrair no imediato.
Em Maio, Nuno Santos teve uma licença para tratamentos e já se encontra ao serviço normal na esquadra de S. Marcos, onde está desde que esta foi inaugurada, em Fevereiro de 2003. A esquadra de S. Marcos, no Cacém, policia um bairro pouco habituado a cenas de violência como aquela. “Temos uma grande área de jurisdição, mas os problemas são poucos, uma vez que este bairro é essencialmente um dormitório”, esclareceu ao CM fonte policial, acrescentando que a maioria dos serviços estão relacionados com estacionamento ilegal. Daí que a violência dos disparos daquele dia tenha surpreendido os agentes.
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