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Suspeito de ter vendido as peças de ouro roubadas a Mota Jr recusa falar em tribunal

Testemunhas no caso do homicídio do rapper voltaram esta segunda-feira a tribunal.
Correio da Manhã 20 de Setembro de 2021 às 11:46
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Suspeito de ter vendido as peças de ouro roubadas a Mota Jr recusa falar em tribunal
Estão a ser ouvidas esta segunda-feira no tribunal de Sintra várias testemunhas do caso do homicídio do rapper Mota Jr. Simão Portugal, primo de uma das arguidas, decidiu manter-se em silêncio. Inicialmente foi constituído arguido por vender as peças de ouro roubadas na casa do rapper, mas não foi acusado neste processo, estando a ser investigado num processo autónomo. Questionado pela juíza sobre se ia ou não pronunciar-se, preferiu não prestar declarações.

A mãe do cantor pediu, através do advogado, que o tribunal pudesse dispensar a presença dos arguidos por receio que condicionasse o depoimento das testemunhas. Neste momento, as testemunhas estão a prestar declarações na presença dos quatro arguidos.

Já foram ouvidos dois inspetores da Polícia Judiciária, que falaram sobre a venda das peças roubadas da casa de David Mota, na sequência do sequestro que culminou com a morte do cantor. 

Uma das testemunhas disse em tribunal estar a ser ameaçada e pediu para não prestar depoimento em frente aos arguidos. O Ministério Público considera que há contradições no testemunho prestado no ano passado à PJ e pediu uma extração de uma certidão para um processo autónomo por falsidade de depoimento. O jovem de 19 anos terá de responder na justiça e explicar as contradições.

O assalto ao cantor, assassinado em março do ano passado, rendeu 1600 euros ao gangue. Depois de sequestrarem o músico à porta de casa o grupo voltou à habitação do cantor e roubou várias peças em ouro.



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