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Correio da Manhã

Portugal
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Suspeitos conhecidos

Os autores dos furtos de um semi-rígido da Polícia Marítima (PM) e de um barco municipal, praticados quarta-feira à noite em Faro e Olhão, estarão ligados a uma rede de tráfico de estupefacientes que a Polícia Judiciária (PJ) investiga há já algum tempo. Ontem o subdirector nacional adjunto da Directoria de Faro da PJ, João Neto, recusou prestar esclarecimentos sobre o caso, nomeadamente se já foram efectuadas detenções.
17 de Março de 2007 às 00:00
Os indivíduos, que terão furtado as embarcações para efectuar um descarregamento de droga ao largo da costa algarvia, conseguiram fugir antes das autoridades localizarem o semi-rígido da PM e a lancha municipal, abandonados nas ilhas da Armona e Culatra. Segundo o CM apurou, alguns dos indivíduos são portugueses e já estarão identificados. Os suspeitos trabalharão para uma organização internacional de tráfico, provavelmente com ligações a Espanha e Marrocos, países a partir dos quais operam várias redes que utilizam a costa algarvia para o transbordo e descarga de estupefacientes. Anteontem inspectores da PJ estiveram a bordo dos dois barcos para efectuarem exames periciais.
TRANSPORTE
Segundo fonte policial, tendo em conta a hora em que foram roubadas, as embarcações seriam usadas para o transporte de droga a partir de um navio-mãe em alto-mar, pois não têm capacidade para percorrer grandes distâncias, por exemplo até Marrocos, numa só noite. Ambos os barcos estavam equipados com dois motores fora de borda e atingem velocidades acima dos 50 nós mas, sublinhou a mesma fonte, a sua missão seria transportar a carga ilícita para terra. O Sul de Espanha seria o destino da droga, que entraria naquele país através do rio Guadiana.
O transbordo e descarga da droga foram abortados devido à megaoperação das autoridades marítimas, com a colaboração da PJ, desenvolvida na costa algarvia e zona vicentina, após ter sido detectado o furto do ‘Espadim’, o semi-rígido da PM que estava atracado no cais junto à capitania de Faro.
A embarcação foi localizada cerca das 06h30 de anteontem, na ilha da Culatra, onde foi abandonada devido a uma avaria num dos motores. Na sequência do furto o comandante da Zona Marítima do Sul, Reis Ágoas, garantiu que a vigilância no cais da PM vai ser reforçada.
Uma hora antes de ser recuperado o ‘Espadim’, fora localizada, junto à praia da Armona, a lancha rápida usada na recolha de lixo das Ilhas da Culatra, Farol e Deserta, roubada em Olhão. Os suspeitos estariam a carregar a embarcação com depósitos de gasolina, quando se aperceberam da aproximação de uma lancha da Marinha, tendo conseguido fugir.
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