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Correio da Manhã

Portugal
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Suspeitos da morte de um ourives foram absolvidos

Juíza Clarisse Gonçalves disse que "não foi possível identificar os responsáveis deste crime bárbaro". Filho da vítima fechou as portas do negócio.
20 de Novembro de 2013 às 17:52
Lúcio Costa foi assassinado com um tiro de caçadeira, na tarde de 16 de Novembro de 2011, durante um assalto à sua ourivesaria
Lúcio Costa foi assassinado com um tiro de caçadeira, na tarde de 16 de Novembro de 2011, durante um assalto à sua ourivesaria FOTO: Tiago Sousa Dias

Não foi possível identificar os responsáveis por este crime bárbaro. Não há provas suficientes para uma condenação", começou por dizer a juíza Clarisse Gonçalves, que ontem à tarde absolveu Flaide Jorge, Elson Gussul e José Carvalho – este último foragido em Angola, para onde partiu durante o julgamento sem avisar o tribunal –, acusados de matarem a tiro o ourives Lúcio Costa, a 16 de novembro de 2011 nas Galinheiras, Lisboa.

"O que é inegável é que três homens entraram em fila na ourivesaria da vítima, um com pistola, outro com um martelo e outro com uma caçadeira. Depois, deram um tiro na cabeça da vítima e ainda foram roubar 300 gramas de ouro avaliados em 13 mil euros. Puseram tudo num saco e fugiram. Lúcio Costa teve morte imediata", recordou a juíza-presidente.

Ana Damião, advogada da família de Lúcio Costa, já disse que vai recorrer da sentença. "Durante o julgamento fez-se prova e é nisso agora que temos de nos focar", referiu.

A juíza falou da família da vítima. "O filho de Lúcio Costa sofre todos os dias de forma acrescida. Não mais abriu as portas de uma ourivesaria que estava aberta há mais de 40 anos pelo seu pai", disse a magistrada.

Durante as alegações finais, o procurador do Ministério Público tinha pedido uma "condenação exemplar" para os três acusados, por crimes de homicídio qualificado e roubo qualificado. Mas o coletivo de juízes considera que as testemunhas que foram a tribunal "basearam-se muito no que tinham ouvido falar e não em dados concretos".

O roubo e homicídio foram gravados pelo sistema de videovigilância, mas nas imagens não era possível identificar alguém – os homicidas levavam os rostos cobertos. Os arguidos absolvidos estavam todos em liberdade, com exceção de um, que está preso por causa de outro roubo.

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