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Correio da Manhã

Portugal
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SUSPEITOS DE HOMICÍDIO CAPTURADOS UM POR UM

São três, todos na casa dos 20 anos, e para já são suspeitos. A PSP de Lisboa deteve-os, um por um, entre o final da noite de domingo, e a madrugada de segunda-feira.
24 de Agosto de 2004 às 00:00
Sabe-se que, pelas 05h30 de anteontem, desceram a Avenida Infante Santo a 130 km/h, indo colidir violentamente contra um Rover que estava parado nos semáforos. Uma rapariga de 22 anos, que seguia no banco traseiro da viatura, teve morte instantânea. A irmã desta e o condutor ficaram feridos.
As detenções, da responsabilidade da Esquadra de Investigação Criminal (EIC) da 4.ª Divisão da PSP de Lisboa, surgiram após a investigação ter sido desencadeada pela Divisão de Trânsito.
“Foram ouvidos alguns testemunhos, e recorrendo aos dados do BMW que foi abandonado no local do acidente, conseguiu-se chegar até três suspeitos, todos residentes na Meia Laranja e Rua Possidónio da Silva”, referiu ao CM uma fonte policial.
Na posse de mandados de detenção, fora de flagrante delito, os agentes da EIC da 4.ª Divisão levaram, um por um, os suspeitos até à esquadra do Calvário.
Os interrogatórios, decorridos na tarde de ontem, permitiram às autoridades concluir que a tragédia que vitimou Raquel Andreia de Sousa, de 22 anos, começou a desenhar-se numa discoteca do Calvário. “Os três indivíduos confessaram que passaram lá a noite, a beber álcool e tomar drogas. Saíram num BMW 3.20”, salientou.
A colisão deu-se na Avenida Infante Santo, já perto da 24 de Julho, onde o condutor foi incapaz de travar. Logo após o acidente, a PSP suspeita que os indivíduos terão fugido num Volkswagen Polo, onde seguiam outros dois homens.
MINISTÉRIO PÚBLICO VAI DECIDIR FUTURO PRÓXIMO
Medo, desespero, e choro convulsivo. Foram estes os sentimentos com que os agentes da Esquadra de Investigação Criminal da 4ª Divisão da PSP de Lisboa tiveram ontem de se deparar durante os interrogatórios aos três ocupantes do BMW.
Apesar de não estarem ainda indiciados por quaisquer crimes, os três homens têm agora o seu futuro dependente da avaliação que o procurador do Ministério Público vai fazer dos interrogatórios a que foram sujeitos.
Esta decisão irá depois fazer com que os suspeitos sejam, ou não, presentes a um juíz de instrução criminal, responsável pela deliberação das medidas de coacção.
Fonte ligada ao processo explicou ao CM que não está descartada a hipótese de os três indivíduos responderem a acusações de homicídio. “Eles omitiram auxílio a pessoas feridas, num acidente que eles próprios causaram”, concretizou o mesmo informador.
Apesar dos avanços, a investigação deste acidente não está ainda terminada por parte da PSP de Lisboa.
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