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Correio da Manhã

Portugal
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Major Vasco Brazão volta a depor sobre armas de Tancos na terça-feira

Militar pediu para ser ouvido depois de ter dito que o ministro da Defesa sabia do plano de encobrimento.
Lusa 12 de Outubro de 2018 às 13:21
Major Vasco Brazão, da PJ Militar, é uma figura central do processo porque pode comprometer o ministro da Defesa
Major Vasco Brazão a ser levado para interrogatório no Campus de Justiça de Lisboa
Major Vasco Brazão a ser levado para interrogatório no Campus de Justiça de Lisboa
Major Vasco Brazão, da PJ Militar, é uma figura central do processo porque pode comprometer o ministro da Defesa
Major Vasco Brazão a ser levado para interrogatório no Campus de Justiça de Lisboa
Major Vasco Brazão a ser levado para interrogatório no Campus de Justiça de Lisboa
Major Vasco Brazão, da PJ Militar, é uma figura central do processo porque pode comprometer o ministro da Defesa
Major Vasco Brazão a ser levado para interrogatório no Campus de Justiça de Lisboa
Major Vasco Brazão a ser levado para interrogatório no Campus de Justiça de Lisboa

O antigo porta-voz da Polícia Judiciária Militar (PJM) major Vasco Brazão vai ser novamente inquirido, a seu pedido, no Departamento Central de Investigação e Ação Penal na próxima terça-feira, disse o seu advogado à agência Lusa.

Segundo o advogado Ricardo Sá Fernandes, Vasco Brazão pediu para ser novamente ouvido pelos procuradores responsáveis pela investigação do aparecimento das armas roubadas em Tancos, tendo sido esta sexta-feira notificado da data da inquirição.

O major Vasco Brazão, que se encontrava em missão na República Centro Africana, ficou em prisão domiciliária depois do primeiro interrogatório judicial.

O ex-diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM), coronel Luís Vieira, vai também prestar declarações no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) no dia 23, confirmou o seu advogado à agência Lusa.

Segundo Rui Baleizão, Luis Vieira foi esta sexta-feira notificado para comparecer junto dos procuradores do DCIAP que investigam o aparecimento das armas roubadas em Tancos.

Em 25 de setembro, a Polícia Judiciária deteve o diretor e outros três responsáveis da PJM, um civil, e três elementos do Núcleo de Investigação Criminal da GNR de Loulé.

Segundo o Ministério Público, em causa estão "factos suscetíveis de integrarem crimes de associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, favorecimento pessoal praticado por funcionário, abuso de poder, recetação, detenção de arma proibida e tráfico de armas".

O furto de material militar dos paióis de Tancos - instalação entretanto desativada - foi revelado no final de junho de 2017.

Entre o material furtado estavam granadas, incluindo antitanque, explosivos de plástico e uma grande quantidade de munições.

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