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Correio da Manhã

Portugal
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TASQUINHAS DÃO SABORES A VISITANTES

A Praça do Município, em Santo Tirso, voltou a ser o local escolhido para a realização da Feira das Tasquinhas, cuja oitava edição decorre até 18 de Maio.
12 de Maio de 2003 às 00:00
Este evento gastronómico anual, cujo êxito alcançado já ultrapassou as fronteiras do município, é actualmente uma referência a nível nacional, comprovado pelos cerca de 110 mil visitantes presentes no ano passado, na sua maioria dos concelhos limítrofes, da zona de Entre-o-Douro e Minho, mas também das restantes regiões do País.
Organizado desde 1996 pela Câmara Municipal de Santo Tirso, a finalidade do evento é valorizar, conservar e divulgar a gastronomia e doçaria locais, bem como os vinhos verdes produzidos no concelho.
À semelhança da edição anterior, o número das tasquinhas não aumentou porque, segundo Castro Fernandes, presidente do município, “o principal objectivo não é a quantidade mas sim uma forte aposta na qualidade”.
Cumprindo escrupulosamente as regras de higiene e segurança exigidas pela autarquia, foram seleccionadas este ano oito tasquinhas e duas associações sem fins lucrativos do concelho, que darão a conhecer diariamente a sua gastronomia e doçaria, entre as 12 e as 24 horas.
Em simultâneo decorre um variado programa de animação, com destaque para o folclore.
DESCOBRIR OS ENCANTOS
A gastronomia de Santo Tirso é característica do Minho e Douro Litoral. Dos seus pratos típicos destacam-se a lampreia, bacalhau, cabrito assado, vitela assada, coelho à caçador, rojões à moda do Minho, arroz de feijão vermelho com pataniscas de bacalhau, papas de sarrabulho e cozido à portuguesa. Uma gastronomia variada que deve ser saboreada e acompanhada por vinhos verdes, brancos e tintos, e o espadal, um vinho pouco divulgado, mas muito apreciado na região. Acontece o mesmo com o licor de Singeverga, feito pelos monges Beneditinos, cujo segredo pertence aos ‘deuses’ e se mantém até aos dias de hoje. Dignas de degustação são também as sobremesas, com destaque para a doçaria conventual. Limonetes, doces de ovos, os tradicionais ‘jesuítas’ e as bolachas conventuais de Roriz transformam-se em delícias capazes de satisfazer os mais exigentes. Se quer saber algo mais sobre estas delícias, nada melhor do que dar um salto a Santo Tirso e provar de tudo um pouco, onde animação também não vai faltar.
MUNICÍPIO APOSTA NO TURISMO E TRADIÇÕES
A Câmara Municipal de Santo Tirso considera importante o sector turístico pelo facto de o concelho se localizar numa posição privilegiada relativamente aos principais eixos viários que atravessam a região Norte. A cidade localiza-se junto à margem esquerda do rio Ave. O território da actual freguesia, definida parcialmente a partir dos limites do couto do antigo mosteiro beneditino, foi administrado durante largos séculos pelos seus monges. A memória colectiva de Santo Tirso desenvolve-se no domínio cultural, pela presença de marcas históricas que registam a ocupação do território, com projecção no futuro, da sua capacidade criadora e interventiva do presente. Do seu património cultural destaca-se o Mosteiro de S. Bento, venerado a 11 de Julho, festejos dos mais animados e concorridos do Norte de Portugal. Merecem também uma visita os museus Municipal Abade Pedrosa e Internacional de Escultura Contemporânea, o Mosteiro de Roriz, a Igreja de S.Miguel de Vilarinho, a Capela de Santa Maria de Negrelos, o Santuário de Nossa Senhora da Assunção e o Castro de Monte Padrão. O concelho está repleto de áreas verdes, convidativas ao lazer e ao desfrute do ar livre. Possui vários percursos pedonais, um meio ambiente natural, vestígios arqueológicos, arquitectura pré-industrial e diversos edifícios de interesse histórico e arquitectónico. As quedas de Fervença, um acidente natural que recria um magnífico espaço de lazer, e a estância termal das Caldas da Saúde, são dois bons motivos para visitar um concelho em franco desenvolvimento.
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