Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal

Taxista de Lisboa dava notas falsas

O taxista recebia o dinheiro do cliente e gritava com ar ofendido: ‘Esta nota é falsa!”. O passageiro, colhido de surpresa, aceitava a devolução da nota, pagava a corrida com uma outra e ia queixar-se à polícia. Os registos sucediam-se, mas como os elementos fornecidos pelos queixosos sobre o taxista eram escassos – até mesmo por aqueles que dele desconfiavam – só esta semana o burlão foi detido.
3 de Novembro de 2005 às 00:00
Taxista de Lisboa dava notas falsas
Taxista de Lisboa dava notas falsas
A Polícia Judiciária, que concluiu a investigação e deteve o burlão, admite que possam existir outros casos semelhantes na praça, em Lisboa.
Quando o cliente lhe dava a nota para pagar a corrida, o taxista, de 50 anos, residente nos arredores de Lisboa, de forma lesta, trocava-a por outra falsa de igual valor que devolvia ao cliente – e esperava por outra para efectuar o pagamento.
O cliente, normalmente uma pessoa idosa ou debilitada, não se apercebia de nada. Segundo a PJ, as saídas dos hospitais da capital eram os locais escolhidos para recolher passageiros.
E como até os que desconfiavam não pediam factura nem anotavam a matrícula do carro, o burlão conseguiu desenvolver a sua actividade durante cerca de dois meses, passando cerca de 150 notas falsas que iam desde os cinco euros até aos cem.
Até que uma mulher teve a noção de estar a ser enganada e juntou à queixa alguns elementos que permitiram à PJ colocar um ponto final na actividade do burlão.
Que quando foi detido ainda se fez de vítima. Na residência, foram apreendidas 70 notas falsas e equipamento utilizado na contrafacção.
O detido, já com antecedentes pela prática de crimes menores, foi interrogado no Tribunal de Instrução Criminal. Saiu em liberdade: está obrigado a apresentações periódicas num posto policial.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)