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Correio da Manhã

Portugal
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Taxista espancado

A PSP de viseu deteve ontem três jovens, entre os 17 e 20 anos – dois homens e uma mulher –, por terem roubado e agredido a murro e pontapé um taxista que os surpreendeu a pontapear montras e portas de edifícios. A vítima alegou ter tropeçado num vaso e caído, caso contrário tinha “ripostado”. Acabou no hospital.
28 de Abril de 2007 às 00:00
Isidro Lisboa foi agredido de madrugada por três jovens
Isidro Lisboa foi agredido de madrugada por três jovens FOTO: Nuno André Ferreira
Isidro Lisboa, de 47 anos, dirigia-se ao local onde tinha o táxi estacionado, na Av. Alberto Sampaio, pelas 04h40, quando foi atacado. A meio da rua, situada no centro da cidade e pouco movimentada àquela hora, apercebeu-se de um grupo de três jovens a pontapear portas de habitações e a partir as montras de estabelecimentos comerciais. O trio reagiu mal à presença do taxista.
“Como ainda era de noite” – contou Isidro Lisboa – ficou “revoltado”, mas não fez qualquer gesto, “nem disse nada” para “não arranjar problemas”. Mesmo assim, os jovens quiseram ‘calar’ a testemunha do crime. “Sem eu ter dito nada, abeiraram-se de mim e começaram a agredir-me a murro e pontapé”, recordou o taxista: “Eu que é tropecei num vaso de flores e caí, se não as coisas não ficavam assim!”.
Depois de se terem “fartado de bater” e quando Isidro Lisboa já estava prostrado a deitar sangue pela boca e nariz, os jovens roubaram-lhe o telemóvel e 60 euros em dinheiro e puseram-se em fuga.
A vítima foi pedir socorro aos bombeiros municipais, que a transportaram ao Hospital São Teotónio, onde foi assistida aos ferimentos que sofreu na cara e cabeça.
Isidro Lisboa, taxista em Viseu há 12 anos, reconhece que no âmbito da sua profissão já passou “por situações muito complicadas”, mas nenhuma com consequências “tão graves como esta”.
“Eu não tenho medo. Eles tiveram sorte porque me apanharam desprevenido, caso contrário as coisas não acabavam assim”, reforça o taxista, enquanto espera “que a Justiça lhes dê um castigo pesado”.
Além dos danos físicos, Isidro Lisboa ficou impossibilitado de fazer os dois serviços. “Vou pedir uma indemnização por danos morais e a verba que o tribunal determinar será doada a uma instituição de solidariedade social”, conclui.
MAIS PATRULHAS NOCTURNAS
Os actos de violência e de vandalismo, especialmente durante a noite, estão a deixar preocupadas as autoridades policiais. Nesse sentido, o comando da PSP de Viseu prepara-se para reforçar o patrulhamento nocturno nas zonas mais sensíveis da cidade – locais onde estão situados os estabelecimentos de diversão.
Na última semana, registaram-se três casos de violência de que foram alvo os clientes de um bar e também uma idosa que foi agredida e roubada ao início da manhã.
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