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Correio da Manhã

Portugal
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Taxista morto em casa vivia com dificuldades

José Adanjo, de 78 anos, foi encontrado de mãos e pés atados. Tinha mordaça na boca.
2 de Maio de 2014 às 18:30
Polícia Judiciária esteve no local a recolher indícios para esclarecer a morte do taxista
Polícia Judiciária esteve no local a recolher indícios para esclarecer a morte do taxista FOTO: Vítor Mota

Todos os dias saía para trabalhar às 14h00 e regressava às 21h00 ao bairro do Rego, em Lisboa, para jantar uma sopa - sempre no mesmo modesto café. Foi a falta dessa rotina que fez soar o alerta no dono do Salgadinho e num vizinho. Após dois dias de ausência, convenceram polícia e bombeiros a entrar na casa de José Estêvão Adanjo, de 78 anos. O taxista foi anteontem à noite encontrado morto, com os pés e mãos atados, as calças pelos tornozelos e uma mordaça de pano na boca. A PJ investiga e tudo aponta para roubo seguido de homicídio.

Segundo explicou ao CM João Cruz, dono do café Salgadinho, "não se imagina quem poderá ter querido fazer mal a um homem daqueles". José Adanjo era estimado no bairro. Vivia sozinho e com dificuldades. Os vizinhos só lhe conhecem um filho, que reside em Sintra. O táxi compro-o há vários anos com o dinheiro de um prémio da Lotaria - gostava desse jogo e venceu por duas vezes valores altos.

"O táxi estava parado à porta do café desde terça-feira. Desconfiei de algo, porque ele não vinha jantar a sua sopa como era habitual. O seu vizinho [ver caixa] veio cá na quarta-feira e decidimos chamar a PSP, porque ele era idoso e podia ter acontecido algo", descreve João Cruz.

Os Sapadores entraram pela varanda de uma casa ao lado e encontraram o corpo no corredor. A casa estava desarrumada. Tudo indica que José abriu a porta a quem o matou, já que os vizinhos não deram conta de barulhos estranhos no prédio.

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