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Correio da Manhã

Portugal
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TAXISTA 'ROUBA' LADRÃO

Um homem de 35 anos assaltou anteontem uma farmácia situada na Borralha, Águeda, mas acabou por ser burlado pelo taxista que o levou a Albergaria-a-Velha, onde foi detido, na sequência de uma operação montada pela GNR.
5 de Fevereiro de 2003 às 00:00
Os dois foram encaminhados ao Posto de Águeda para interrogatório e o motorista do táxi passou rapidamente de testemunha a arguido, uma vez que as autoridades apuraram que este terá exigido um valor três vezes superior ao normal da viagem, cerca de 70 euros. De acordo com fonte da GNR, o taxista negou ter cobrado essa quantia ao assaltante, alegando que apenas recebeu 20 euros, que é o valor real da viagem. “Depois de algumas diligências acabou por se descobrir que o terá efectivamente burlado.”

Não satisfeito com a ‘façanha’, o motorista interpelou o dono da farmácia, que se dirigira à GNR, “para se queixar de que o assaltante não lhe tinha pago a viagem, aproveitando para extorquir mais 20 euros”, segundo adianta a mesma fonte.

O proprietário acabou por lhe pagar a ‘corrida’, “porque pensava que o motorista era mais uma vítima e não tinha que ter prejuízo por causa desta situação”, conta Dora Morais, funcionária da farmácia.

O ladrão e o taxista foram apanhados cerca de uma hora após o assalto à farmácia, numa operação conjunta da GNR de Águeda e Albergaria-a-Velha. De acordo com a Guarda, o ladrão terá tentado ‘enganar’ as autoridades ao abandonar a viatura em que seguia no centro da cidade, chamando um táxi para o levar até Fial, em Albergaria-a-Velha.

Até ao final do dia não foi possível apurar se o assaltante terá ou não ameaçado o taxista, uma vez que tinha em sua posse uma arma de fogo que terá utilizado no assalto.

De acordo com Dora Morais, a funcionária que habitualmente está de serviço à farmácia, mas que ontem fora destacada para outro posto, “o indivíduo, sob ameaça de arma, obrigou a empregada a entregar todo o dinheiro que tinha em caixa, cerca de 500 euros”.
Na hora em que se deu o assalto a funcionária, de nome Teresa, encontrava-se sozinha e foi surpreendida pelo assaltante. “Foi tudo uma questão de minutos. Estávamos ao telefone e, de repente, ouvi-a dizer que estava a ser assaltada. Depois disto a chamada caiu”, conta Dora Morais.

A vítima contou ao CM que o assaltante ameaçou disparar sobre ela, caso não lhe desse o dinheiro. “Antes de sair obrigou-me a ir à porta espreitar, para me certificar que não passava ninguém na rua, e ordenou que me fechasse na casa de banho durante cinco minutos”, refere.
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