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Correio da Manhã

Portugal
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TELEFONEMA DEIXA FAMÍLIA EM ALERTA

Um telefonema pretensamente animador chegou à mãe de Paulo, o homem de 34 anos que, com a mulher de 28, há quase duas semanas não dá um sinal de vida seguro, na sequência de uma ida ao Brasil, tal como o CM ontem noticiou. A mãe, Maria do Rosário, reconheceu a voz do filho, mas embora tenha ficado com outro ânimo, as dúvidas mantêm-se e não vai desistir da participação à polícia enquanto não ver o Paulo.
27 de Setembro de 2004 às 00:00
Paulo e Rute deviam ter regressado no dia 16 de Setembro
Paulo e Rute deviam ter regressado no dia 16 de Setembro FOTO: d.r.
O telefonema foi ontem comunicado à PSP do Barreiro por um tio do Paulo, José Marques, mas os agentes ao terem conhecimento do conteúdo consideraram-no "um pouco vago", uma vez que não dava indicações precisas sobre a localização nem sobre a data de regresso. No sábado à tarde quando a declaração da PSP foi entregue na PJ de Setúbal, um inspector-chefe não prometeu para já quaisquer investigações, uma vez que ia ser feita primeiro uma comunicação interna, mas, em contrapartida, referiu que o caso iria ser enviado para a Europol - a entidade europeia de cooperação policial -, tendo em conta o facto de o Paulo e a mulher, a Rute, terem passado por Barcelona na rota para o Brasil, tal como tinham comunicado à família durante o trânsito.
A chamada chegou cerca das 23h00 de sábado ao telefone fixo de Maria do Rosário, na casa onde vive, na Baixa da Banheira. "Era a voz do meu filho. Pareceu-me estar bem", diz. A mãe ainda teve tempo para trocar algumas palavras com o Paulo, percebeu um "estou de regresso", mas ao pretender saber quando regressaria e onde estava ele, de facto, "a chamada caiu". Ontem durante o dia foi uma ansiedade permanente e mais uma das muitas idas a casa do Paulo e da nora, a Rute, no Pinhal Novo, "para tentar encontrar alguma coisa, um número de contacto no Brasil, seja o que for", mas ao fim da tarde deixou a casa mais uma vez de mãos vazias.
Soube-lhe bem ouvir o que identificou como sendo a voz do filho, mas guarda reservas: "O Paulo nunca faltava ao trabalho e até fazia muitas horas. Deixa-me confusa por nem sequer se preocupar com o facto de poder ter já perdido o emprego". E quanto ao telemóvel continua mudo.
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