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Correio da Manhã

Portugal
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“Temos medo de ser assaltados”

São cerca de meia centena os estabelecimentos comerciais das ruas da Carqueja e de Soares de Basto, no centro de Oliveira de Azeméis, e quase todos já foram assaltados. Entre eles estão duas ourivesarias, roubadas à mão armada, e nem o facto de se situarem numa zona pedonal, protegida com pinos metálicos nas entradas e saídas, parece demover os ladrões.
6 de Março de 2011 às 00:30
António Ferreira, de 83 anos, é dono de uma drogaria no centro de Oliveira de Azeméis e teme voltar a ser assaltado
António Ferreira, de 83 anos, é dono de uma drogaria no centro de Oliveira de Azeméis e teme voltar a ser assaltado FOTO: direitos reservados

"Isto está insuportável", lamenta António Ferreira, de 83 anos, que há 52 abriu a drogaria Santiago. Ontem, o comerciante foi novamente assaltado.

Ao longo dos cerca de 400 metros de extensão das duas ruas, onde se situa também a Câmara Municipal, os comerciantes desesperam e já fizeram chegar as suas preocupações à autarquia, que ainda esta semana reuniu com a GNR e pediu mais policiamento.

Hermínio Loureiro, presidente da câmara, também reuniu com o comandante do Destacamento de Oliveira de Azeméis e ficou a saber que a "falta de efectivos" não permite outras soluções.

"Quando abrimos os estabelecimentos estamos sempre com medo de ter sido assaltados", explica outro comerciante. "Estamos sempre em sobressalto", continua Flávio Teixeira, um dos proprietários do café Chá-Chic. "Isto durante a noite não tem ninguém. E é fácil para os ladrões trabalhar à vontade", conclui António Ferreira.

O autarca Hermínio Loureiro diz que acredita que a situação melhorará. "Apesar das medidas de contenção impostas, os decisores irão perceber a importância da segurança. Melhores dias virão", afirma.

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