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Correio da Manhã

Portugal
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Temporal bate a Norte

O mau tempo que atinge o País desde sexta-feira abateu-se ontem com particular intensidade nas regiões do Norte e do Centro. O temporal provocou elevados prejuízos materiais no concelho de Barcelos: destruiu uma pequena fábrica de confecções, inundou diversas casas e obrigou ao realojamento de uma família com dois filhos.
23 de Outubro de 2006 às 00:00
Segundo a Brigada de Trânsito, no sábado registaram-se 248 acidentes, que provocaram quatro mortos, seis feridos graves e 86 ligeiros. Segundo uma fonte da BT, muitos dos desastres foram provocados pelas chuvas fortes, de Norte a Sul do País.
BARCELOS
No concelho de Barcelos, das 12 freguesias atingidas pelo temporal as que contabilizaram mais estragos foram as de Silva e Carapaços. Ao longo de toda a manhã, a chuva e o forte vento derrubaram muros e arrastaram terras. “Só há danos materiais, mas os prejuízos são muito elevados”, disse fonte dos Bombeiros de Barcelos.
Em Silva, uma confecção familiar ficou completamente destruída pela inundação. Na mesma freguesia muitas casas foram inundadas. Uma família foi mesmo evacuada e realojada em casa de familiares. “Recebemos muitos pedidos de ajuda, com muita gente a gritar em pânico devido à força da água”, sublinhou a mesma fonte dos Bombeiros.
Também as estradas sofreram com o mau tempo. A EN 103, que liga Barcelos a Ponte de Lima, esteve cortada devido à queda de pedras. Sábado, um homem de 84 anos foi mortalmente atropelado por um automóvel, em Carreço, Viana do Castelo. O acidente deu-se perto das 21h00, numa altura em que chovia muito.
CENTRO E SUL
Na região Centro, a chuva e o vento provocaram dezenas de quedas de árvores, pequenas inundações e alguns deslizamentos de terras.
O maior número de casos registou-se durante a manhã, em particular no distrito de Santarém, onde foi pedida a intervenção dos bombeiros para resolver 14 inundações em garagens e vias públicas.
Os bombeiros do distrito de Leiria foram chamados para dez inundações, oito quedas de árvores e três desabamentos de terras.
No Algarve, o alerta amarelo que se mantém até amanhã, segundo a Protecção Civil, apesar da chuva prende-se com a ondulação.
No Alto Alentejo, segundo fonte da Protecção Civil, registaram-se 19 pequenas inundações em casas de habitação, em Portalegre, Marvão, Castelo de Vide, Crato e Alter do Chão. No distrito de Évora, as ocorrências foram mais reduzidas: registadas três pequenas inundações em Évora, Alandroal e Vila Viçosa.
PREVISÃO DE MAU TEMPO ATÉ TERÇA-FEIRA
A manhã de hoje, segundo as previsões do Instituto de Meteorologia (IM), vai ser ainda de chuva em todo o território continental e batida por vento moderado no litoral Sul e vento forte a Norte da Figueira da Foz.
Para a parte da tarde, entre as 12h00 e as 24h00, estão previstos períodos de chuva fraca a Norte; de céu pouco nublado no Centro do País
e períodos de céu muito nublado no Alentejo e Algarve.
Ainda de acordo com as previsões do Instituto Meteorológico, as temperaturas do ar não sofrerão alterações significativas, tanto nas máximas como nas mínimas, em relação ao dia de ontem.
Amanhã, terça-feira, está previsto o regresso da chuva forte para todo o território do Continente, com vento moderado de Sudoeste na costa do Algarve e costa atlântica até ao Cabo Mondego e forte a Norte deste. No Interior, sobretudo na região de Trás-os-Montes, prevê-se vento moderado de Sul.
Quanto à temperatura do ar, espera-se um ligeiro abaixamento nas máximas e subida nas mínimas.
VENTOS FORTES
GURADA
Pequenas inundações ocorreram na Guarda e afectaram algumas garagens e o edifício da CP. A chuva provocou ainda problemas em Fornos de Algodres, Meda e Loriga.
ACIDENTES
A más condições de visibilidade originaram a ocorrência de vários acidentes de viação, sem consequências graves. Em Castelo Branco registaram-se quatro despistes.
ALERTAS
O alerta laranja foi lançado para todos os distritos a norte de Leiria e Castelo Branco (incluídos) e o amarelo para os restantes, excepto o distrito de Beja, que se manteve em alerta verde.
LISBOA
Em Lisboa, a velocidade autorizada foi de 45 quilómetros por hora na Ponte 25 de Abril e de 90 na Ponte Vasco da Gama, devido aos ventos cruzados.
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