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Tenente investigado recusa desvio de bens

O tenente Carlos Coelho, assessor do comandante da Escola da GNR, major-general Carlos Chaves, recusa ter desviado quaisquer bens no período em que chefiou a secção de informática dos Serviços Sociais da GNR. A suspeita valeu-lhe uma investigação por alegado crime de peculato, instruída pela Polícia Judiciária Militar(PJM).

22 de junho de 2007 às 00:00

Tal como o CM noticiou ontem, cinco inspectores da PJM efectuaram terça-feira uma busca domiciliária à residência do tenente, em busca de bens alegadamente desviados. Um computador foi apreendido.

No entanto, ao que o nosso jornal apurou, o tenente Carlos Coelho justificou a compra do computador. A brigada da PJM abandonou a residência do oficial sem sequer o ter constituído arguido.

O processo vai agora correr os seus trâmites. Mas, segundo várias fontes disseram ao nosso jornal, os Serviços Sociais da GNR negaram já que em 2005, ano em que o tenente Carlos Coelho chefiou a secção de informática, tenha sido registado qualquer desaparecimento de bens da unidade.

Em paralelo com este processo, o tenente Carlos Coelho está ainda a ser alvo de um processo disciplinar que lhe foi movido pelo Comando-Geral da GNR. O oficial é suspeito de ter revelado à imprensa dados sobre o processo que levou à suspensão de dois oficiais superiores da Escola da GNR.

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