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Correio da Manhã

Portugal

Tensão em tribunal

Foi em "ambiente tenso" que decorreu ontem a segunda sessão do julgamento do militar da GNR acusado de coacção sexual sobre uma mulher, crime alegadamente praticado nas cavalariças do posto de Vilamoura desta força de segurança.
7 de Janeiro de 2010 às 00:30
O militar da GNR acusado está a ser julgado no Tribunal de Loulé
O militar da GNR acusado está a ser julgado no Tribunal de Loulé FOTO: Luís Costa

A audiência decorre no Tribunal de Loulé e voltou a ser à porta fechada. Mas, sabe o CM, os depoimentos das amigas da queixosa geraram algumas dúvidas. As testemunhas foram questionadas sobre pormenores que aconteceram na noite do dia 1 de Julho de 2007 mas, em muitas situações, disseram que 'já não se lembravam', criando alguma tensão entre advogado de Defesa e procurador do Ministério Público.

'As testemunhas só sabem o que lhes interessa, o que dificulta o apuramento dos factos', comentou João Grade, advogado do militar da GNR.

O arguido é acusado de coacção sexual e abuso de poder. Segundo a acusação, a que o nosso jornal teve acesso, o militar, C.M., ordenou à queixosa, S.A., que lhe fizesse sexo oral e o masturbasse. As calças da jovem, onde foi encontrado sémen do militar, servem de prova. Mas, há dúvidas sobre a forma como a peça de vestuário chegou às autoridades na altura da apresentação da queixa. O julgamento continua no próximo dia 1 de Fevereiro.

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