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Correio da Manhã

Portugal
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Tenta explodir casa dos vizinhos

Ameaçou de morte à frente da GNR, o juiz deixou-o em liberdade.
Fátima Vilaça 22 de Fevereiro de 2017 às 02:42
FOTO: Direitos Reservados
Estou assustado com tudo isto. Não é por mim, mas pela minha família. A Justiça mandou-o para casa, não sabemos o que pode fazer a seguir", desabafou Valdomiro Campos depois de ter visto regressar a casa o homem que, no domingo, tentou fazer explodir a casa onde vive com a família, em Fão, Esposende. O suspeito foi detido nesse dia, pela GNR, indiciado por homicídio tentado, mas o juiz que o ouviu, na segunda-feira, libertou-o.

A relação entre os vizinhos sempre foi cordial, mas o comportamento de ‘Pinho’, como é conhecido o agressor, de 64 anos, alterou-se há cerca de meio ano. Dos insultos constantes passou para as ameaças e no domingo, ao final da tarde, colocou uma garrafa de gás à porta da garagem da casa dos vizinhos. Com um parafuso provocou uma fuga na botija, ateou- -lhe fogo e foi para o café mais próximo. "Avisaram-me de que tinha tudo a arder à porta de casa e liguei logo para os bombeiros. Quando estava aqui o aparato apareceu aqui o vizinho a chamar-me nomes e a dizer que havia de me matar", recordou o reformado de 71 anos.

A GNR já estava no local, presenciou as injúrias e ameaças de morte e acabou por deter o suspeito, que tem já um longo cadastro por furtos, crimes de incêndio e injúrias. O detido passou uma noite no posto da GNR, mas na segunda-feira regressou a casa. O juiz que o ouviu em Esposende proibiu-o de contactar com os vizinhos. Tem de se apresentar todas as semanas no posto da GNR enquanto aguarda o desenrolar do processo.
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