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Correio da Manhã

Portugal
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Tenta matar a família a tiro e à tesourada

Arguido, de 60 anos, prometeu vingança quando estava a ser preso: “Vou com a Guarda mas volto para acabar o serviço.
Nelson Rodrigues 16 de Abril de 2017 às 01:30
Disparou contra porta de divisão onde família se refugiou com medo
GNR
Disparou contra porta de divisão onde família se refugiou com medo
GNR
Disparou contra porta de divisão onde família se refugiou com medo
GNR
Inconformado com o poder do filho na gestão de uma fábrica de confeções, em Macieira da Maia, Vila do Conde, Vitorino Amorim Silva, de 60 anos, avisou: "Eu é que mando, isto é meu. Sempre trabalhei para vocês, para vos manter." Exaltado, dirigiu-se aos dois filhos, à nora e à mulher e disse que os ia matar. Pegou numa tesoura e fez um corte no dedo do filho. Depois fez um disparo de caçadeira contra a porta de um compartimento da empresa têxtil, no qual os familiares se tinham refugiado, assustados. Os estilhaços da porta atingiram a companheira no pescoço.

Foi já num momento em que as autoridades se encontravam no local a prender o atirador que este prometeu vingança. "Eu acabo contigo [dirigindo-se ao filho] e acabo com vocês todos, cambada de gatunos. Eu vou com a Guarda mas eu volto para acabar o serviço", disse o arguido, que foi agora acusado pelo Ministério Público de quatro crimes de tentativa de homicídio, três dos quais na forma qualificada, ofensas à integridade física qualificada, posse de arma proibida e ameaça agravada. Está em prisão preventiva na cadeia de Custoias.

A tentativa de homicídio de toda a família ocorreu na manhã de 29 de novembro do ano passado. Diz o processo, consultado pelo CM, que Vitorino Amorim Silva chegou à empresa têxtil e ameaçou de imediato que despedia a nora. "Estás a dar pouca produção, quem não dá mais, porta fora", atirou. Foi nesse momento que a restante família foi em defesa da vítima e o arguido ameaçou que os matava a todos.

Refere a acusação que esta não foi a primeira vez que ocorreram as ameaças. E foi por isso que o filho - sabendo que o pai tinha armas na fábrica e receando que este atentasse contra a vida de todos - se refugiu num compartimento. "Tendo disparado contra a porta, o arguido pretendia tirar a vida à família", lê-se na acusação.
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