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Correio da Manhã

Portugal
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TENTATIVA DE VIOLAÇÃO A ESTUDANTE DE LISBOA

“Eu não quero roubar. O que quero é sexo!”. O homem de cara tapada com um lenço vermelho e armado de uma faca, acabara de forçar a porta da residência de uma jovem estudante em Lisboa e deste modo anunciou as suas intenções. A rapariga, de 26 anos, reagiu e conseguiu desarmar o agressor, acabando por o agredir com a faca com que este a ameaçara.
23 de Outubro de 2003 às 00:00
A jovem tinha ocupado o estúdio havia apenas dois dias e esperava um amigo, por isso abriu a porta confiada
A jovem tinha ocupado o estúdio havia apenas dois dias e esperava um amigo, por isso abriu a porta confiada FOTO: Jorge Godinho
A tentativa de violação, levada a cabo por um homem de 28 anos, tido como doente esquizofrénico, ocorreu ao princípio da noite de terça-feira, num andar da Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, em Lisboa. A vítima, uma jovem estudante de 26 anos, tinha alugado o apartamento e mudado para aquele havia dois dias.
“Estava em casa da minha filha, no andar por debaixo e ouvi primeiro bater uma porta violentamente, a que se seguiram vozes alteradas e, depois, pedidos de socorro”, contou ao CM o administrador do condómino, acrescentando: “Quando vim às escadas, vi passar o indivíduo com a cara tapada e atrás dele a rapariga. Quando chegou ao pé de nós desfaleceu e deixou cair a faca com que ele a ameaçara e que ela conseguiram tirar-lhe”.
O administrador do prédio reconheceu o indivíduo, nada menos que um filho da porteira do prédio.
“No rés-do-chão, segui as pingas de sangue no pavimento e elas dirigiam-se directamente para a casa da porteira”, contou.
Todos os moradores do edifício são unânimes em referir que o homem, embora denotasse deficiência, nunca tinha sido violento. Por outro lado, todos consideram também que a mãe, que é porteira no prédio há nove anos, tem sofrido imenso com este filho.
Uma fonte policial disse que o agressor foi internado compulsivamente na secção de psiquiatria do Hospital de Santa Maria, em Lisboa.
QUESTÕES
FALTA
A falta de resposta das instituições de Saúde a casos como este, que carecem de internamento psiquiátrico, é apontada pelos moradores do prédio. Nos últimos nove anos, os vizinhos assistiram às alterações de comportamento do homem, tido como não perigoso.
MUDANÇA
A vítima desta tentativa de violação tinha mudado para o edifício dois dias antes do ataque, onde alugara um estúdio. Entregou a chave na porteira para os pintores acabarem a pintura das paredes e terá sido nessa altura que o homem a viu pela primeira vez.
SEQUESTRO
Em Março, dois marginais, passando por técnicos de elevadores, sequestraram uma mulher de 75 anos, também residente na Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, para lhe roubar os cartões de Multibanco.
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