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Correio da Manhã

Portugal
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PJ aperta cerco: Homicida conhecia rotinas do triatleta de Alenquer

Autoridades fecham algumas linhas de investigação. Crime passional ganhou força.
Tânia Laranjo 29 de Agosto de 2018 às 01:30
Corpo de Luís Miguel Grilo foi encontrado, por acaso, num local ermo, no meio de vegetação. Polícia Judiciária tenta esclarecer as circunstâncias da morte
Luís Grilo
Triatleta Luís Grilo
Triatleta Luís Grilo
Luís Miguel Grilo
Corpo de Luís Miguel Grilo foi encontrado, por acaso, num local ermo, no meio de vegetação. Polícia Judiciária tenta esclarecer as circunstâncias da morte
Luís Grilo
Triatleta Luís Grilo
Triatleta Luís Grilo
Luís Miguel Grilo
Corpo de Luís Miguel Grilo foi encontrado, por acaso, num local ermo, no meio de vegetação. Polícia Judiciária tenta esclarecer as circunstâncias da morte
Luís Grilo
Triatleta Luís Grilo
Triatleta Luís Grilo
Luís Miguel Grilo
A hipótese de crime passional na morte de Luís Miguel Grilo ganha cada vez mais força. O local onde foi encontrado o corpo faz levantar as suspeitas à Polícia Judiciária, já que se trata da zona de conforto da própria vítima. António, tio e padrinho do triatleta, é o primeiro a confirmá-lo. "Só quem conhecesse muito bem as rotinas do meu sobrinho é que conhecia esta zona. Ele vinha cá habitualmente", diz ao Correio da Manhã.

O mistério adensa-se e a investigação da Judiciária intensifica-se e vai fechando algumas linhas da investigação. O passado de Luís Miguel Grilo é verificado à lupa e todas as suas relações familiares são analisadas. "Tínhamos uma boa relação. As zangas normais de um casal, nada mais", garante por seu turno Rosa Grilo, a viúva.

A autópsia também não dá muitas respostas. Não há dúvidas de que o crime foi violento, mas nem sequer é líquida a causa da morte. No corpo em decomposição foi possível os médicos perceberem que havia uma fratura no crânio, que poderá ter sido provocada por um objeto contundente ou pela queda do atleta, que seguia de bicicleta. Mas a morte pode ter outra causa.

A análise do local onde o corpo foi encontrado permite também dizer que o crime não foi cometido em Avis, Portalegre. O cadáver terá sido levado para aquele local já após o homicídio. Havia nas proximidades um tapete que foi apreendido e que as autoridades presumem que possa ter sido usado para transportar o corpo para longe das margens da estrada municipal 1070. Foi encontrado por acaso na última sexta-feira, dia 24.

Para a Polícia Judiciária ainda há vários cenários que estão em aberto. Mas o facto de nada ter sido roubado - o telemóvel e dinheiro foram recuperados - reduz a possibilidade de o crime ter sido cometido por um desconhecido. A possibilidade de um ajuste de contas não foi ainda afastada pelos investigadores da Brigada de Homicídios da Polícia Judiciária, mas segundo o Correio da Manhã apurou nada foi detetado na vida do triatleta que dê força a essa possibilidade.

O funeral do triatleta de Alenquer vai realizar-se esta quinta-feira. O velório terá lugar em Cachoeiras, de onde a família era natural, a partir das 13h00 e até às 15h30, hora do funeral. 

Viúva não acreditava que estivesse vivo
Rosa Grilo falou anteontem com o CM e disse que já tinha perdido a esperança de encontrar o marido com vida. "Já não acreditava que o Luís estivesse vivo", revelou, dizendo depois que pensava ter-se tratado de um acidente. "Nunca coloquei a hipótese de homicídio. Ninguém lhe queria mal".

A viúva contou também que não fez perguntas à Judiciária e que aguarda agora o desenrolar do inquérito. Na sexta-feira, quando soube que um corpo tinha aparecido, ligou À PJ a perguntar se era o marido. "Disseram que ainda não sabiam. Só confirmaram na segunda-feira, depois de fazerem os exames", disse a mulher na sua casa, em Cachoeiras.

Amigos bateram toda a zona onde o triatleta passou
Desapareceu da Cachoeira, Vila Franca de Xira, a 16 de julho. Amigos, bombeiros e militares da GNR bateram no dia seguinte toda a zona. Encontraram o telemóvel, mas não havia qualquer sinal de Luís Miguel Grilo. O mistério só se desfez na última sexta-feira, quando o corpo apareceu.

Impressão digital usada para identificar vítima
O corpo estava em adiantado estado de decomposição e por isso foi necessário recorrer às impressões digitais para identificar a vítima. A identificação fez-se em poucas horas. O Laboratório de Polícia Científica cruzou os dados com os registos de identificação civil.

Câmara de vigilância deteta último rasto
As câmaras de vigilância de uma empresa de Casais de Marmaleira, em Vila Franca de Xira, apanharam um vulto, de bicicleta, que poderia ser Luís Miguel Grilo. Foi o último rasto detetado.

Vida reservada sem sinais de problemas
Luís Miguel e Rosa mantinham uma vida reservada em Cachoeiras. O casal tinha um filho menor, de 12 anos, que estudava em Alenquer. Muitos garantem que não mantinham relações de vizinhança.

Funeral da vítima não está marcado
O Instituto de Medicina Legal ainda não libertou o corpo de Luís Miguel Grilo, que já foi encontrado na última sexta-feira. Ainda não há qualquer data para o funeral, que será em Vila Franca de Xira.

Corpo sem roupa indica proximidade
O facto de o cadáver de Luís Miguel Grilo ter sido encontrado sem roupa leva as autoridades a admitirem que existe alguma proximidade entre vítima e homicida. Há uma "carga pessoal" no crime.

SAIBA MAIS
Não há disparos
A autópsia não é conclusiva, mas sabe-se que Luís Miguel Grilo não foi atingido com qualquer disparo de arma de fogo.

Saco na cabeça
O corpo foi encontrado com um saco na cabeça, o que abre a possibilidade de a vítima ter sido asfixiada.

Exames suplementares
O Instituto de Medicina Legal vai ainda fazer exames suplementares ao cadáver.
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