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Correio da Manhã

Portugal
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Tesoureira e contabilista desviam 400 mil euros

Dinheiro provém de fundo de maneio da autarquia de Pedrógão Grande.
José Durão 22 de Março de 2018 às 01:30
Câmara pediu auditoria para saber quanto foi desviado dos cofres
Polícia Judiciária
Polícia Judiciária
Câmara pediu auditoria para saber quanto foi desviado dos cofres
Polícia Judiciária
Polícia Judiciária
Câmara pediu auditoria para saber quanto foi desviado dos cofres
Polícia Judiciária
Polícia Judiciária
A Polícia Judiciária apreendeu terça-feira mais de 400 mil euros após buscas à Câmara Municipal de Pedrógão Grande. A investigação ainda decorre, mas a Judiciária acredita que o dinheiro está ligado a um esquema de falsificação de documentos que envolve um chefe de gabinete, uma contabilista e uma tesoureira do departamento financeiro da autarquia, suspeitos de crimes de peculato e falsificação de documentos.

O homem, de 57 anos, foi detido e uma das funcionárias foi constituída arguida. Segundo a PJ, o esquema envolvia a falsificação de ordens de pagamento por parte do chefe de gabinete, aparentemente em benefício de terceiros, mas eram os próprios que lucravam. O dinheiro tinha origem no fundo de maneio da autarquia, que o detido mantinha acima dos valores legais.

O arguido terá criado ordens de pagamento falsas para liquidar "diversas despesas particulares, recebendo em seguida o respetivo valor, fazendo constar que o pagamento de tais despesas era da responsabilidade da autarquia", esclareceu a Polícia Judiciária de Coimbra.

A PJ já confirmou que os factos decorreram em 2017 e no início de 2018, mas os investigadores acreditam que o desvio dos fundos da câmara municipal tenha começado muito antes. A extensão total dos crimes continua por apurar.

A autarquia já fez saber que decorre uma auditoria para perceber quanto foi desviado dos cofres do município.

PORMENORES 
80 mil euros em dinheiro
Dos 400 mil euros apreendidos pela Polícia Judiciária, 80 mil foram recuperados em dinheiro durante as diligências realizadas na Câmara Municipal de Pedrógão Grande, que duraram todo o dia de terça-feira. A verba restante estava guardada numa conta bancária.

Autarca foi PJ
Valdemar Alves, presidente da câmara e um dos responsáveis pela denúncia dos crimes de peculato e falsificação de documentos na câmara municipal, fez carreira na Polícia Judiciária durante quase 40 anos.

Colarinho branco
Depois de estagiar no departamento dos Homicídios, Valdemar Alves dedicou-se ao combate a abusos de confiança, burlas e falsificação. Lidera a autarquia desde 2013.
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