Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
4

TGV CHEGA A DEZ CIDADES

Estão definidas as estações intermédias onde o comboio de alta velocidade (vulgarmente designado por TGV) irá parar. Para além de Lisboa e Porto, as cidades escolhidas foram Leiria, Coimbra, Aveiro, Viseu, Évora, segundo resolução aprovada em Conselho de Ministros a que o Correio da Manhã teve acesso.
17 de Junho de 2004 às 00:00
O diploma prevê ainda uma paragem intermédia na ligação entre o Porto e Vigo, cujos estudos apontam que seja erguida na área de Braga. Definido ficou igualmente a construção de uma estação na Ota depois de aprovada a criação do aeroporto internacional. Na ligação Lisboa-Madrid, uma estação comum a Portugal e Espanha será construída na fronteira, sendo designada por Elvas-Badajoz.
Dependente de estudos técnicos e de viabilidade económica ficou a ligação a partir de Évora com destino a Faro e Sevilha e para a qual estava apontada uma estação intermédia em Beja.
O governo decidiu também aprovar o desenvolvimento da parte portuguesa da linha Sines-Badajoz-Madrid-Paris para o tráfego de mercadorias, em bitola ibérica mas concebida para a futura conversão para bitola europeia, com horizonte temporal de 2008.
Conhecidas as opções do Governo, o presidente da Câmara de Viseu, Fernando Ruas, congratula-se com a paragem na sua cidade, mas critica as opções tomadas para as datas de entrada em funcionamento das linhas.
Viseu é a maior cidade portuguesa sem acesso a uma ligação ferroviária. Contudo, de acordo com o plano do Governo só irá receber o TGV em 2015. Por isso, o autarca defende que “na ligação a Salamanca deveria ser dada prioridade ao traçado entre Aveiro e Viseu”.
Para Arménio Matias, Presidente da Associação para o Desenvolvimento dos Transportes Ferroviários (ADFER), as estações apontadas são insuficientes, devendo no futuro ser criadas paragens no Alto Minho, zona da Guarda, Oeste, bem como garantir a ligação ao Algarve, por Sines. O técnico ferroviário explicou que para a exploração da linha devem ser criadas várias famílias de comboios. Uma que de hora em hora ligue directamente Lisboa ao Porto e uma outra que às meias horas pare em todas as estações.
Arménio Matias acrescentou que na decisão do Governo “o grande destaque vai para a paragem em Leiria, ficando assim corrigido um erro com 150 anos, criado aquando da instalação da Linha do Norte”.
RECURSO A PRIVADOS
CUSTOS
Os custos do projecto ascendem a 12,5 mil milhões de euros, sendo que 10,8 mil respeitam as infra-estruturas. O material circulante (comboios) tem um custo de 1,1 mil milhões e as estações 539 milhões de euros. O Estado considera necessário o envolvimento dos privados.
ABERTURA
As cinco linhas de alta velocidade deverão abrir nas seguintes datas: Porto-Vigo em 2009, Lisboa-Madrid em 2010; Lisboa-Porto, em 2013, Aveiro-Salamanca em 2015, e Lisboa--Faro-Huelva em 2018 (depende de estudo de viabilidade económica). A linha de mercadorias Sines-Badajoz abre em 2008. A alta velocidade não irá parar a modernização do Eixo--Atlântico (Braga-Faro).
Ver comentários