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Correio da Manhã

Portugal
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Tinha arsenal militar

A PSP do Porto tinha denúncias de que o suspeito procedia à adulteração de armas de alarme e de gás para armas de fogo. O objectivo era vendê-las, maioritariamente a assaltantes. Mas a própria polícia foi surpreendida ao entrar em casa do desempregado de 43 anos e encontrar um autêntico arsenal de guerra, com mais de meia centena de armas e milhares de munições.
1 de Fevereiro de 2006 às 00:00
A quantidade inusitada de armas apreendidas na operação surpreendeu até a própria polícia
A quantidade inusitada de armas apreendidas na operação surpreendeu até a própria polícia FOTO: António Rilo
A detenção ocorreu anteontem, na Rua de Pedras Salgadas, no Porto. Na altura da captura, em plena via pública, o suspeito estava armado, mas não resistiu.
O rol de armas apreendidas foi impressionante. Nas duas buscas realizadas pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) e Brigada de Investigação Rápida da 4.ª Divisão da PSP, foram apreendidas várias armas. As que mais ‘chocaram’ foram uma metralhadora automática – parecida com a M16 utilizada pelo exército americano – e uma ‘shotgun’ idêntica às usadas pela PSP.
Acredita-se que o detido fazia a receptação das armas, que depois comercializava. O destino do arsenal ainda está a ser investigado, mas a PSP encontrou dificuldades em saber a proveniência das armas porque o registo da maioria foi rasurado.
A PSP encontrou numa das habitações alvo de buscas, propriedade do suspeito, uma pequena oficina, onde este com o recurso a maquinaria própria transformava as armas de alarme e de gás em pistolas de calibre 6,35mm.
“O sistema de adulteração das armas é relativamente simples. Constatámos ainda que ele experimentava a funcionalidade das armas em casa”, onde teria uma pequena carreira de tiro, disse o comissário Rui Mendes, da PSP do Porto.
O mesmo responsável policial mostrou-se surpreendido com o volume e poder de destruição das armas encontradas. “Não estávamos nada à espera de encontrar esta quantidade e qualidade de armas”, afirmou a mesma fonte.
SERÁ TUDO ANALISADO
As armas confiscadas, numa das maiores apreensões dos últimos anos na cidade do Porto, terão como destino os laboratórios da polícia científica. Serão analisadas para verificar se foram usadas em assaltos ou noutros crimes. Posteriormente, as armas conhecerão um de dois fins. “As que são ilegais serão imediatamente destruídas. Quanto àquelas que estiverem em boas condições de utilização serão integradas no armamento à disposição às forças policiais”, disse o comissário Rui Mendes.
APREENSÃO
Uma metralhadora automática;
Uma Shotgun
Sete pistolas (duas 6,35mm, uma 9mm, uma P.22 Magnum, uma P.22, uma Walter P.22, e uma pistola 8mm adaptada para 6,35mm)
Cinco revólveres (dois P.38, um P357 Magnum, um P.36, um revolver de carregamento pelo tambor)
Uma caneta pistola P.22
200 gramas de pólvora
Quatro miras telescópicas
Dois silenciadores
Uma mira-laser
Um crachá de polícia falso
Um par de algemas
Onze sabres
Vinte e seis armas brancas (canivetes, borboletas e facas)
Dez gramas de liamba
Dez gramas de haxixe
Milhares de munições (uma máquina para fazer munições e diversas máquinas eléctricas para adulteração de armas)
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