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Correio da Manhã

Portugal
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Tinham droga no corpo

Em poucos dias é a segunda operação visando correios de droga que a escondem no organismo. Ambas foram protagonizadas pela PJ da Madeira que ontem anunciou ter detido mais três indivíduos, provenientes de voos de Lisboa, que traziam mais de um quilo de heroína e meio quilograma de cocaína também camuflados nas partes íntimas.
23 de Maio de 2007 às 00:00
Os três suspeitos tentaram entrar na Madeira através do aeroporto
Os três suspeitos tentaram entrar na Madeira através do aeroporto FOTO: Homem de Gouveia/Lusa
Os suspeitos pertenceriam à mesma rede e a droga seria para abastecer o mercado interno do Funchal. Provinha de Lisboa, onde os três temporariamente residem, embora não sejam de nacionalidade portuguesa.
A operação, desencadeada pela PJ do Funchal, foi apelidada de ‘Cockpit’ e estava a ser preparada há cerca de dois meses. Os três homens, com idades entre os 38 e os 22 anos, foram detidos quando tentavam passar a zona de embarque e tinham na sua posse heroína suficiente para cerca de 12 mil e quinhentas doses, bem como cerca de 5 mil doses de cocaína.
Um dos suspeitos, que trazia a droga camuflada dentro do organismo (na zona do ânus) teve necessidade de receber tratamento hospitalar, para que aquela lhe fosse retirada.
Presentes às autoridades judiciárias competentes, para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medida de coacção, os arguidos aguardam agora em prisão preventiva os ulteriores termos do processo.
Refira-se ainda que este é também o segundo caso de internamento hospitalar na sequência de transportes de droga dentro do organismo. Nos primeiros dias de Maio, também no Aeroporto da Madeira mas no âmbito da operação ‘Ícaro’ (uma operação que ocorreu simultaneamente em vários países da Europa) foram detidos outros dois homens, com droga dissimulada no organismo.
Um deles, que chegava de um voo proveniente da América do Sul, engoliu cerca de um quilo de heroína (suficiente para dez mil doses) e foi internado na Urgência do Hospital Central do Funchal, onde conseguiu expelir em segurança as 70 embalagens de látex que tinha engolido.
Acrescente-se, ainda, que já este ano, no Porto, um correio de droga acabou por morrer, depois de as embalagens da droga que engolira terem rebentado no intestino. Nesse caso, o homem não foi detectado no aeroporto tendo o alerta chegado já depois de se começar a sentir mal.
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