Barra Cofina

Correio da Manhã

Portugal
3

Tiros na discoteca Luanda

Um homem foi ontem atingido com dois tiros no interior da discoteca ‘Luanda’, em Lisboa. A Polícia Judiciária está a investigar o caso.
7 de Março de 2005 às 00:00
Tudo se passou pelas 06h30 de ontem, numa altura em que a discoteca, situada numa zona da capital onde abundam os locais de diversão nocturna, já estava quase a fechar.
A vítima, um jovem de 19 anos, filho de imigrantes cabo-verdianos em Portugal, encontrava-se entre as poucas dezenas de pessoas que, àquela hora, se mantinham ainda na discoteca.
“Pelas informações já recolhidas, não foi ainda possível definir com exactidão em que parte da discoteca a vítima se encontrava no momento das agressões”, disse ao CM fonte policial.
As autoridades policiais acreditam que os dois disparos terão surgido em sequência de uma discussão entre a vítima e um número indeterminado de indivíduos.
“O jovem de 19 anos foi atingido com dois disparos de pistola, calibre 6,35 milímetros. O agressor ou agressores fugiram logo em seguida”, salientou o responsável policial.
A vítima dos disparos foi, de imediato, levada por técnicos do INEM para o Hospital de São Francisco Xavier.
A equipa médica responsável pelo tratamento ao indivíduo detectou um projéctil alojado na anca direita, e outro no joelho direito.
Uma intervenção cirúrgica foi feita de imediato. O jovem encontrava-se, ao final da tarde de ontem, a recuperar da mesma num quarto do Hospital de São Francisco Xavier.
Agentes da esquadra da PSP do Calvário tomaram conta da ocorrência. Uma brigada de inspectores da Polícia Judiciária foi chamada a tomar conta da investigação. Uma análise feita à cassete do sistema de videovigilância da ‘Luanda’ não permitiu identificar quaisquer culpados.
MADRUGADA DE HORROR
No dia 16 de Abril de 2000, a discoteca ‘Luanda’ viveu uma madrugada de horror, com a morte de sete pessoas na sequência do lançamento de dois engenhos tipo ‘spray’ com gás pimenta.
O pânico gerado no interior do lotado recinto de diversão nocturna – tratava-se de uma noite de sábado – terá estado na causa da tragédia, uma vez que quando detectaram o gás e as luzes se apagaram, os clientes correram, na esmagadora maioria, para a porta principal da discoteca, desconhecendo onde ficavam as saídas de emergência.
A queda de algumas pessoas , pisadas por quem queria fugir, e as correntes de encaminhamento do recinto contribuíram para a morte dos sete clientes, com idades entre os 16 e os 36 anos.
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)