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Correio da Manhã

Portugal
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“Tive a pistola na minha cabeça”

"Só me apercebi de que eram ladrões quando um me seguiu até ao escritório e pôs a pistola na minha cabeça", recorda ao CM ‘Susana’, depois de na noite de sexta-feira ter sido sequestrada no Minipreço da rua Passos Manuel, junto ao jardim Constantino, Lisboa. A gerente do supermercado acabara de fechar a porta, às 21h00, quando começou o pesadelo. Com ‘Susana’ estava uma funcionária, junto à caixa registadora, que foi logo ameaçada de faca encostada ao pescoço.

16 de Agosto de 2009 às 00:30
Supermercado foi atacado à hora de fecho de sexta-feira, quando estavam apenas duas pessoas no interior
Supermercado foi atacado à hora de fecho de sexta-feira, quando estavam apenas duas pessoas no interior FOTO: João Cortesão

"Dois cabo-verdianos" entraram juntos no estabelecimento, com um plano bem traçado. Ao apanharem as funcionárias sozinhas, um deles avançou de pistola em punho para a gerente; e o outro, com a faca, encarregou-se da outra vítima, que estava na caixa registadora. Objectivo: dinheiro.

"Vi os dois rapazes entrarem no supermercado, mas sempre pensei que eram clientes". Só depois de sacarem das armas, sequestrando as vítimas, é que ‘Susana’ teve noção do perigo. Aterrorizada, não ofereceu qualquer resistência – até porque o aviso estava lançado. "Dás o dinheiro e não te acontece nada; caso contrário...", disse um ladrão.

O medo da jovem gerente era simultâneo ao da sua funcionária, às mãos do outro assaltante, de faca apontada. Foi forçada a dar o dinheiro das caixas registadoras – dois mil euros, apurou o CM – e os ladrões fugiram. O caso está entregue à Polícia Judiciária.

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