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Correio da Manhã

Portugal
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Toda a costa sob vigilância

O Governo vai adquirir equipamento sofisticado para permitir à Brigada Fiscal vigiar todos os 850 quilómetros de costa, de Caminha a Vila Real de Santo António. Os aparelhos de vigilância, por razões de segurança, serão adquiridos por adjudicação directa – para evitar, segundo noticiou ontem o semanário ‘Expresso’, que as características dos equipamentos sejam conhecidas em detalhe.
28 de Janeiro de 2007 às 00:00
Este plano de segurança, que faz parte do Sistema Integrado de Vigilância Comando e Controlo (SIVICC), inclui a instalação de sensores, câmaras de infravermelhos e radares ao longo da costa e deverá estar operacional até ao final do ano.
Os detalhes da capacidade real deste equipamento são considerados secretos, mas sabe-se que permite, por exemplo, ver tudo a bordo de embarcações, mesmo à noite, até 20 milhas da costa, o equivalente a cerca de 37 quilómetros.
O equipamento vai tornar mais eficaz a utilização das 12 lanchas de intervenção rápida da Brigada Fiscal – frota que, até agora, está reduzida ao patrulhamento de rotina.
Vão ser instalados 30 postos de vigia fixos (mais do dobro dos que existem actualmente ) e ente cinco a dez postos móveis, o que segundo fonte da GNR permite cobrir os 850 quilómetros do Litoral.
24 horas por dia
O investimento total do equipamento é de cerca de 30 milhões de euros e o Algarve é zona prioritária para a primeira fase de instalação, face ao risco da imigração clandestina e do tráfico de droga oriundos do Norte de África.
Os novos postos de vigilância vão estar activos na costa 24 horas por dia, 365 dias por ano, sem necessidade da intervenção humana. As imagens, em tempo real, são recebidas numa central de comando, onde serão tratadas e analisados os dados recebidos.
PORMENORES
MISSÃO
O SIVICC tem por missão combater a imigração ilegal, o terrorismo e o tráfico de droga, bem como o contrabando e apoiar em caso de catástrofes ambientais e recolha de informação sistemática sobre tráfico marítimo.
EFECTIVOS
O número de efectivos ligados à frota de vigilância, intervenção e fiscalização da Brigada Fiscal, com mais de uma trintena de embarcações, ascende a cerca de 400 militares, entre operacionais, pilotos e técnicos de manutenção das lanchas.
LAOS
Actualmente a Brigada Fiscal opera com o sistema LAOS, uma rede de sensores electro-ópticos de visão nocturna e diurna, complementado por radares costeiros, mas com um raio de acção mais limitado.
NÚMEROS
- 30 milhões de euros é o custo aproximado de todos os equipamentos que o Governo quer comprar para o SIVICC.
- 6 milhões de euros é o custo da primeira fase de implantação do SIVICC, na costa algarvia, considerada prioritária.
- 30 postos fixos de vigilância e entre cinco a dez postos móveis constituem a estrutura material do SIVICC.
- 37 quilómetros é o alcance das câmaras de vigilância, que mesmo de noite conseguem captar imagens identificáveis.
- 24 horas por dia, 365 dias/ano é a capacidade de vigia automática do mar, sem intervenção humana directa. As imagens são tratadas num centro de comando.
- 34 embarcações, entre lanchas de intervenção rápida e lanchas de fiscalização, vão apoiar a vigilância da costa.
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