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Correio da Manhã

Portugal
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Todos de tanga mas todos felizes

Qual crise, qual eleições. O Carnaval já está aí e vai ajudar a esquecer alguns dos graves problemas do País. Apesar dos preparativos que ainda decorrem na maior parte das localidades, já se fazem contas à vida. Esperam-se mais visitantes do que no ano passado e algum lucro que cubra os prejuízos causados pela chuva em 2004.
3 de Fevereiro de 2005 às 00:00
Ovar, Mealhada, Torres Vedras, Sesimbra, Sines e Loulé esperam que, pelo menos este ano, o Sol proteja o seu investimento. No total, vão gastar milhão e meio de euros, sendo que a maior parte negou-se a pagar a figuras públicas para integrarem o seu desfile.
Nalgumas localidades já há cortejos hoje, mas a maioria arranca apenas amanhã com os desfiles infantis. Os grandes corsos vão para a rua domingo e terça-feira e só Sesimbra não vai cobrar entradas. Talvez por isso seja também um dos mais pobres em termos de orçamento disponível (80 mil euros), apesar disso, são esperados 30 a 40 mil visitantes por dia.
Quem ainda tem menos para gastar é o concelho de Sines (60 mil euros), mas, à cautela, vai cobrar três euros de entrada. A expectativa de visitantes é aqui de 45 mil.
Em Ovar, que tem, a par de Loulé e de Torres Vedras, o maior orçamento (400 mil euros), esperam-se 20 a 30 mil pessoas por dia. Há bilhetes a seis, a 10 e a 13 euros.
Já na Mealhada aguardam-se 30 a 40 mil pessoas por dia, gastaram-se 200 mil euros e quem quiser assistir terá de pagar seis a nove euros. Mais do que em Torres Vedras, onde uma média de 25 mil visitantes por dia pagará cinco euros por entrada.
E para que estes dias corram sobre rodas, o Instituto do Consumidor já veio alertar para os riscos do uso das ‘bombas de Carnaval’ por crianças e jovens. Agora só resta festejar as horas felizes, mesmo em tempos de tanga.
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